Flor símbolo do Brasil enfeita principais ruas e avenidas da Capital

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 20 de Agosto de 2006 @ 19:52

Mesmo com o tempo quente e seco que se instalou na Capital há mais de três meses, é possível encontrar dezenas de uma árvore conhecida nacionalmente, por ser um símbolo da flora do país. É só andar pelas principais ruas e avenidas da cidade para perceber que existem inúmeros pés de Ipê florindo. A flora dura até meados de setembro.

A sua propagação é fácil, pois a semente é bastante disseminada pelo vento, por possuir uma forma ralada, bem fina. Suas variações estão entre ipê-roxo, preto, rosa, amarelo, pau d´arco-roxo e ipê-roxo-de-sete-folhas.

Por ser uma das espécies mais populares, o Ipê é sempre usado no paisagismo em geral, útil para a arborização de ruas e avenidas e também ótimas para reflorestamentos. É também uma espécie de uso medicinal, através de suas cascas e folhas, comum no tratamento de estomatite, amigdalite, úlceras, entre outros.

De acordo com o agrônomo Luizmar de Castro, Proprietário de um viveiro de plantas, situado na Avenida Guaporé, em Porto Velho, além de suas propriedades medicinais comprovadas cientificamente, a medicina popular usa a casca do Ipê para o tratamento de câncer. “Muita gente acredita que essa planta é ótima para o tratamento da doença”, afirma o agrônomo.

Em Porto Velho é comum que nessa época do ano a árvore floresça. Castro acrescenta ainda que isso depende de cada região, de acordo com o clima. “O normal é que i Ipê floresça dentro de junho a setembro, sendo que na Capital, o melhor mês para a propagação é agosto”, finaliza.

Fonte: [ RONDONIAGORA.COM ]

A beleza das orquídeas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 20 de Agosto de 2006 @ 19:50

Apesar de algumas variedades terem outros objetivos, como é o caso da vanila - usada na produção de baunilha, as orquídeas são geralmente cultivadas em função da beleza, exotismo e fragrância de suas flores. Estima-se que existam 20 mil espécies distribuídas em todo o globo, 2.300 só no Brasil.

Em Serra Negra é possível encontrar essa planta em várias residências. Uma delas pertence a Ana Maria De Santi Batista, que vive há 22 anos numa casa na Rua Dorival Pereira de Moraes, uma travessa da Rua da Saudade que dá acesso ao Condomínio Cecap.

Os que passarem em frente àquela casa, nos próximos dias poderão vislumbrar a beleza dessa planta. Isso porque, segundo a dona, o auge do desabrochar das flores começou há alguns dias e não permanecerá por muito tempo.

Faz 10 anos que Ana Maria vem fixando raízes de orquídeas a um pinheirinho dentro de sua propriedade. O fato interessante é que as onze variedades não extraem nutrientes ou água de seu hospedeiro “se isso ocorresse o pinheirinho já teria morrido. A orquídea só absorve o que precisa, da água da chuva”, disse. Informou que sequer adianta regá-las, “o bulbo só consegue absorver da chuva por causa do nitrato de prata, que você não encontra na água tratada”.

Além desse pinheirinho remodelado, Ana Maria tem uma pequena estufa nos fundos da casa. Ali há dezenas de vasos com orquídeas e flores-de-maio. Nenhuma das plantas que cultiva tem objetivo comercial. Mas as pessoas interessadas em ter alguma orientação sobre essas plantas podem procurá-la em sua residência, “eu atenderei sem problemas”.

Fonte: [ O Serrano ]

Sebrae: Produtores terão curso de flores e folhagens tropicais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 20 de Agosto de 2006 @ 19:47

Entre os dias 28 e30 de agosto, floricultores do Projeto Rondônia em Flores Tropicais, do Sebrae, participam de curso de produção de flores e folhagens tropicais, que acontecerá em Porto Velho. O evento será aberto também a quem não tenha a floricultura como atividade econômica mas tenha interesse em aderir em qualificar-se, além de ser uma alternativa para consolidar o negócio economicamente viável.

O Rondônia em Flores Tropicais, dentro da Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor), do Sebrae, é desenvolvido nos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari e Ji-Paraná.

Durante o curso - dividido em dois módulos - que acontecerá no Centro de Educação Tecnológica e de Negócios de Rondônia (Cetene), os participantes aprenderão, primeiro, sobre produção, irrigação, controle de pragas, doenças e ervas daninhas. Depois, assimilarão conhecimentos sobre colheita, pós-colheita e transporte de flores na área produtiva, bem como dos processos de acondicionamento.

Os participantes do curso, dividido entre teoria em sala de aula e prática no campo também terão informações sobre recepção, classificação e padronização de flores, técnicas de embalagem, armazenamento e soluções conservantes. O curso de Porto Velho será aberto a produtores e interessados do município de Candeias do Jamari.

Para realizar o curso, o Sebrae trará a Rondônia a agrônoma Helenilza de Paula, formada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, com pós-graduação em produção de plantas e mestrato em fitossanidade. É consultora na área de flores tropicais do Sebrae em Pernambuco.

Mercado

A intenção do Projeto Rondônia em Flores Tropicais é garantir transferência de conhecimento tecnológico aos produtores com vistas à conquista de novos mercados, através da exportação. “No começo, isso será feito em nível estadual, de município para município até 2007. A partir de 2008, o mercado em vista será o atendimento aos demais Estados brasileiros, até a inclusão entre os produtores que atendem o mercado externo”, afirma a coordenadora Roberta Osório.

Os produtores de flores terão, ainda este ano, outros cursos, a exemplo de administração rural, para tratar o negócio como uma empresa, tendo preço de venda, planilhas de custos etc.

O projeto já abriu boas oportunidades de negócios e contatos para os produtores. Eles participaram com sucesso de cinco eventos em 2006: a primeira delas em maio, juntamente com os projetos de artesanato e tecido da floresta; em julho, da Feira da Indústria, Comércio e Serviço de Rondônia, da Feira Multissetorial de Ariquemes e, também, da Mostra Multissetorial de Ji-Paraná. Em agosto, estiveram na 5ª Mostra Multissetorial de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. Isso tudo tem gerado encomendas e cada vez maior utilização de flores aqui produzidas.

Fonte: [ Rondonotícias ]

USP: Técnica nucleadora de restauração é mais barata

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 20 de Agosto de 2006 @ 19:43

O uso de técnicas nucleadoras de restauração de áreas florestais é 34% mais barato em relação às convencionais. Essas técnicas são métodos que possibilitam ao ambiente condições para que ele próprio crie meios para a chegada de novos organismos (plantas e animais). O engenheiro florestal Fernando Campanhã Bechara aplicou a técnica em três locais, de diferentes ecossistemas brasileiros, e comprovou que além do baixo custo, ela é também mais eficiente e benéfica ao meio-ambiente.

O modelo tradicional de restauração usado no Brasil planta apenas árvores nativas e é baseado em forte adubação e limpeza, para que apenas as mudas plantadas cresçam, em prejuízo de outras formas de vida como ervas, arbustos, cipós e pequenas árvores rústicas. “Este modelo cumpre os requisitos da lei para restauração, mas pretende apenas produzir biomassa e ocupar o espaço, sem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema”, conta Bechara.

“Vale lembrar que recuperação é diferente de restauração”, o adverte o engenheiro florestal. A primeira consiste em restituir um ecossistema a algo que pode ser diferente do original, enquanto a segunda tenta deixar o ambiente o mais parecido com o que era antes. “Isso é feito pela sucessão natural, em que organismos menores e menos exigentes preparam o local para a instalação de plantas e animais, promovendo a biodiversidade”, explica.

Segundo cálculos do engenheiro florestal, o custo do hectare (ha) do modelo nucleador atinge R$3.653,00, contra R$5.500,00 no modelo tradicional. “O maior problema hoje não é a falta de interesse em aplicá-la, mas a falta de profissionais capacitados. A Votorantim, atraída pelos custos mais baixos, pretende utilizá-la em 20% de suas áreas destinadas à restauração ainda este ano”, conta Bechara.

Unidades demonstrativas

O objetivo do estudo foi comparar unidades demonstrativas de um hectare (10 mil m2), com adaptação das técnicas de acordo com a vegetação nativa. Foram utilizadas áreas de floresta estacional semidecidual, em Capão Bonito; de cerrado, em Santa Rita do Passa Quatro, (ambas no interior de São Paulo e cedidas pela Votorantim Celulose e Papel), e de restinga, em Florianópolis, cedida por meio de uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Todas as áreas eram restauradas de acordo com o modelo convencional, antes da implantação do novo modelo”, explica Bechara.

Seis sub-técnicas principais foram aplicadas, todas elas voltadas para a recuperação de plantas, sementes, animais e solo originais. “Foram feitos abrigos artificiais para atrair a fauna e captura mensal de sementes em coletores permanentes, que produzem mudas que dão frutos em todos os meses do ano, aspecto importante para a manutenção de fauna na área. Poleiros artificiais foram criados para o pouso e descanso de pássaros e morcegos. Esses animais são importantes dispersores de sementes das áreas próximas, que se adaptarão facilmente ao local”.

Também foi criada uma cobertura verde com pequenas plantas que formam arbustos, transposição de pedaços de solo de locais próximos, para recuperação de sua fauna e flora, e o plantio de árvores em núcleos, cada um com cinco mudas próximas, a uma distância de meio metro cada. “Desse modo, cria-se um sombreamento rápido, que atrai espécies mais exigentes para habitarem o local.”

As áreas piloto foram implantadas em períodos diferentes, porém a constatação dos resultados foi feita mais ou menos na mesma época. A restauração na floresta estacional produziu 148 espécies nativas em um ano. “No cerrado, houve alguns problemas com invasão de gado, que come e pisoteia as plantas, e com as condições naturais piores. Mesmo assim, observamos o desenvolvimento de 35 espécies nativas em 2 anos”, conta o engenheiro florestal. A restinga teve 180 espécies desenvolvidas após dois anos e meio de implantação da técnica, uma riqueza elevada num ambiente tão próximo ao mar, com a ação dos ventos e da salinidade.

Fonte: USP

Cerrado pode desaparecer em 30 anos, afirma biólogo

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 20 de Agosto de 2006 @ 19:41

Redação 24HorasNews

O cerrado, segundo maior bioma brasileiro, está sob ameaça de extinção, apontam pesquisadores. Nos cálculos do biólogo Jader Soares Marinho Filho, seus 20% restantes (um quinto do total) poderão ser extintos em menos de 30 anos, se não receberem proteção imediata.

“Isso significa que 11 mil espécies de plantas poderão desaparecer do sistema ambiental brasileiro”, diz Marinho Filho, professor do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, o bioma se encontra sob risco muito maior do que o maior do país, a floresta amazônica. Os biomas são as grandes comunidades ecológicas, caracterizadas por um tipo de vegetação em uma determinada região.

Em entrevista à Agência Brasil, o biólogo conta que o que mais preocupa os cientistas e estudiosos do cerrado é que 80% dele foram devastados em menos de 50 anos. Nenhum outro bioma do mundo, diz ele, passou por tamanha destruição em tão pouco tempo. A mata atlântica, outra formação vegetal sob perigo, tem hoje apenas 5% de sua cobertura original, mas, conforme observou Marinho Filho, o restante foi destruído em 500 anos de história brasileira.

Originalmente, o cerrado estendia-se por uma área de 2 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo um território hoje compreendido por 15 estados (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Ceará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia e Pará) e pelo Distrito Federal. Típico de regiões tropicais, apresenta duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso.

O cerrado é o nome regional dado às savanas brasileiras. Com solo deficiente em nutrientes, mas rico em ferro e alumínio, o bioma abriga plantas de aparência seca, entre arbustos, gramíneas e árvores esparsas. Dentre elas, destaca o estudioso, “espécies não vistas em nenhum outro ambiente do mundo”. Destruí-las significaria ignorar, inclusive, plantas com aplicações médicas. As populações locais utilizam a flora do cerrado na prevenção de diversos males. Um exemplo é o quebra-pedra, que serve para fazer um chá contra problemas renais.

Jader Soares Marinho Filho destaca que, apesar de o cerrado já ter sua importância reconhecida, ainda há muito a se descobrir a respeito dele, tamanha é sua diversidade vegetal e animal. “Para mantê-lo vivo, precisamos preservá-lo, estudá-lo”, diz. “Produzir no cerrado, sim. Mas é preciso sabermos conciliar a atividade econômica com o comprometimento da preservação. Esse é o desafio maior do Brasil. Ainda temos muita água, muita riqueza biológica, mas tudo passa se a gente não cuida, tudo se perde se a gente não trabalha.”

Fonte: [ 24 News ]