Plantas Medicinais do Brasil
Com organização da Sociedade Brasileira de Plantas Medicinais e apoio da Universidade Federal da Bahia, será realizada, em Salvador, mais uma edição do Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.
A 12ª edição do evento pretende discutir o tema central proposto pela organização a partir de vários ângulos. Para isso, haverá a participação de pesquisadores de áreas como farmacologia, química, bioquímica, medicina, botânica e agronomia.
Segundo os organizadores, o simpósio abordará os novos conhecimentos relativos ao estudo de plantas medicinais, acesso à biodiversidade brasileira, pesquisa, produção, validação e registro de fitoterápicos, além de trazer novos conhecimentos aos tópicos relativos à utilização de fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).
A programação prevê a realização de mesas-redondas, minicursos, palestras e conferências com pesquisadores do Brasil e convidados do exterior.
Mais informações, no site: http://www.plantasmedicinais.ufba.br [Fapesp]
Fonte: [ Universia Brasil ]
Faltam farmacêuticos para lidar com fitoterápicos
São Paulo - Apesar do uso crescente de fitoterápicos no País, já permitidos para tratamentos oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), há escassez de recursos humanos para trabalhar na produção e nos estudos de eficácia e segurança das plantas medicinais.
Segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), dos 100 mil profissionais atuantes hoje no País, só 3% têm conhecimento especializado. Com isso, apesar da biodiversidade brasileira, a indústria farmacêutica ainda depende de plantas importadas para a fabricação de medicamentos.
Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos pede mais apoio governamental para capacitação. “O farmacêutico pode atuar na área, mas como tem uma formação generalista, deve se especializar, pois muitas das plantas medicinais são desconhecidas.”
Professor do Departamento de Tecnologia Farmacêutica e Cosméticos da Universidade Federal Fluminense, Leandro Machado Rocha observa que a falta de recursos humanos é um problema que atinge também outros profissionais envolvidos com a produção de fitoterápicos, como os agrônomos, que atuam na etapa de plantio.
Ele destaca que a demanda deve aumentar, em razão da portaria 971, assinada em maio, autorizando terapias alternativas no SUS, e do decreto 5.813, publicado em junho, instituindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas.
Fonte: [ Estadão ]
Norte-americano com Doença de Hodgkin abandona quimioterapia e lança debate judicial
Um adolescente norte-americano de 16 anos que sofre da Doença de Hodgkin, um tipo de cancro do sistema linfático, decidiu abandonar as sessões de quimioterapia para tentar uma medicação à base de plantas, a terapia de Hoxsey. Os Serviços Sociais interpuseram-se.
Em Julho, os Serviços Sociais do Estado da Virgínia avançaram com uma queixa judicial contra Abraham, por este ter abandonado, com o aval dos pais, o tratamento de quimioterapia que já efectuava há vários meses.
No mês passado, um juiz, alertado pelos Serviços Sociais da Virgínia, ordenou que Abraham se apresentasse no serviço de oncologia de um hospital local para seguir os tratamentos recomendados pelos médicos. Uns dias mais tarde, um segundo juiz suspendeu esta decisão e fixou uma audiência para esta semana a fim de decidir sobre a matéria.
Segundo a American Cancer Society, as probabilidades de sobrevivência de adolescentes que sofram da Doença de Hodgkin ultrapassam os 80% se seguirem as terapias praticadas nos serviços de oncologia. A terapia de Hoxsey é proibida nos EUA, mas praticada em clínicas mexicanas.
Fonte: [ Saúde na Internet ]
+ informações [em inglês]
Milho transgênico causou prejuízos aos agricultores na Espanha
Para alertar sobre os riscos do milho transgênico, o Greenpeace enviou esta semana à CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) o relatório “Coexistência Impossível”, mostrando que a contaminação causada pelo milho transgênico na Espanha causou grandes prejuízos para os agricultores
A CTNBio, que tem sido pressionada para autorizar a comercialização de milho transgênico, está discutindo a liberação de campos experimentais de plantas transgênicas e cinco pedidos de liberação para plantio e comercialização do milho, sendo dois da suíça Syngenta, dois da norte-americana Monsanto e um da alemã Bayer.
O Brasil cultiva em torno de 12 milhões de hectares de milho em todas as regiões, totalizando cerca de 42 milhões de toneladas. Os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso concentram mais da metade da produção brasileira.
O relatório espanhol “Coexistência Impossível” apresenta resultados de testes de laboratório com amostras retiradas de campos de milho de 40 agricultores orgânicos e convencionais.
O estudo comprovou a contaminação não intencional com transgênicos em quase um quarto dos casos. Em três deles, a contaminação ocorreu em variedades locais de milho, conhecidas como sementes crioulas, selecionadas durante anos, que não podem mais ser usadas para plantio futuro.
A perda dessas variedades representa uma drástica redução na biodiversidade da semente de milho, essencial para a agroecologia. As contaminações ocasionaram prejuízos econômicos sérios para os agricultores, que não puderam mais vender seu produto com o prêmio pago a produtos convencionais e orgânicos.
A contaminação de milho por transgênicos já atinge também o centro de origem da espécie: o México.
Fonte: [ O Radical ]






