Plantas transmitem estresse para descendentes

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 14:03

Ciência e Vida - EUA

Não é fácil ser uma planta. Arbustos, flores e árvores precisam sobrevivem ao apetite de animais herbívoros e doenças, além de enfrentar uma competição constante pelos nutrientes do solo e, literalmente, por um lugar ao sol. As plantas reagem a esses desafios alterando o próprio genoma. Agora, pesquisadores mostram que o impulso para realizar esse tipo de alteração passa para as descendentes até a quarta geração.

O estresse afeta o genoma das plantas de várias formas. Se elas forem atingidas por excesso de radiação ultravioleta, por exemplo, o genoma passa por um processo chamado recombinação homóloga, no qual pedaços de DNA são trocados entre trechos parecidos do genoma. Cientistas acreditam que essas mudanças podem ajudar a planta a superar a crise, provavelmente protegendo o DNA contra danos. Nesse caso, faria sentido que a descendência tivesse a mesma característica, já que o estresse pode ser uma característica do ambiente.

Para testar a hipótese, os biólogos Jean Molinier e Barbara Hohn, do Instituto Friedrich Miescher, em Basiléia, Suíça, modificaram a planta Arabidopsis thaliana, de forma que ela teria pintas azuis se sofresse recombinação homóloga. As plantas em seguida foram “estressadas” - com luz ultravioleta ou infecção bacteriana - e, conforme esperado, tiveram um nível de recombinação até quatro vezes maior que as plantas “tranqüilas”.

Surpreendentemente, porém, as plantas descendentes das estressadas revelaram uma quantidade de recombinação semelhante à das ancestrais, a despeito da falta do estímulo estressante. “É como se a descendência memorizasse o insulto sofrido pelos pais”, diz Hohn, de acordo com o serviço noticioso ScienceNOW. E o alto nível de recombinação dura até a quarta geração, de acordo com o estudo, publicado online na revista Nature.

Fonte: [ Radio Grande FM 92,1 ]

Plantações são regadas duas vezes ao dia

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:58

Publicado em 09.08.2006, às 11h01

Horta orgânica não recebe qualquer tipo de agrotóxico

Horta Orgânica não recebe qualquer tipo de agrotóxicoO crescimento das feiras orgânicas têm aguçado a curiosidade de muitas pessoas, hotéis e supermercados a ponto de alguns deles criarem sua própria horta limpa, sem agrotóxicos. Porém técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) advertem que, antes de tudo, é preciso ter bastante atenção com o processo de conservação, limpeza e higiene.

A horta não pode receber nenhum tipo de agrotóxico - caso contrário, todo o processo por água abaixo. As plantas devem ser protegidas com um caldo de fumo com sabão amarelo derretido e enxofre e devem receber água duas vezes ao dia, ao contrário dos outros tipos de hortas. Para manter a área sempre produtiva, é aconselhável realizar o sistema de rodízio nos canteiros. Como adubos, podem ser usados húmus de minhoca e cascas das verduras e frutas.

O Hotel SPA Oásis, em Gravatá, cultiva uma horta desse tipo como forma de incentivar os hóspedes a manter a linha da alimentação mais saudável. A proprietária do SPA, Ana Maria Correia, diz que a colheita da sua produção é semanal e tem consumo assegurado sem desperdício. Além do mais, gera uma maior economia nas despesas do hotel.(B.M.)

USP: Série Produtor Rural lança número sobre Mirtáceas comestíveis

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:55

Mirtáceas com frutos comestíveis do Estado de São Paulo: conhecendo algumas plantas“. Este é o título da mais nova publicação da série Produtor Rural, editada pela Divisão de Biblioteca e Documentação (DIBD), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ).

Esta edição, a de número 31, traz uma lista de 14 árvores pertencentes a esta família, que compreende plantas lenhosas de pequeno e grande porte, com cerca de três mil espécies conhecidas. A goiabeira e a jabuticabeira são exemplos de mirtáceas.

Araçá-amarelo, Cabeludinha, Cagaita, Cambucá, Cambuci, Cambuí, Goiaba, Grumixama, Guabiju, Guabiroba, Guabiroba-branca, Jabuticaba, Pitanga e Uvaia são abordadas neste número da série, sendo que todas são nativas das matas brasileiras e muitas delas pouco conhecidas.

A publicação traz as características morfológicas das árvores, a utilidade da madeira e as propriedades medicinais de cada uma das espécies acima descritas, bem como suas ocorrências e dados sobre obtenção de sementes, produção de mudas, fenologia e propagação, tipos de clima e solos.

Esta edição foi escrita por três alunos do Programa de Pós-graduação em Fitotecnia, Eduardo Suguino, Lília Sichmann e Juan Saavedra del Aguila e pelo professor Keigo Minami, docente do departamentos de Produção Vegetal da Escola.

Com 37 números publicados, 31 da coleção original e seis edições especiais, a série Produtor Rural possui uma linguagem clara e concisa, sem perder o conteúdo didático.

Como adquirir: A aquisição dos exemplares pode ser feita na DIBD da Escola. Confira os outros títulos já publicados e obtenha mais informações pelo telefone (19) 3429.4140, e-mail: bibpubl@esalq.usp.br ou pelo site http://dibd.esalq.usp.br em “Serviços/ Venda de publicações”.

Fonte: USP

Pesquisa ajudará a preservar a Araucária no RS

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:50

A proibição do corte da Araucária não está garantindo as populações da espécie. Estudo apoiado pela UPAN vai auxiliar no manejo comunitário dos pinhões.

São Leopoldo, RS – De tanto ser cortada para a obtenção de madeira ou para abrir espaços à agropecuária, a imponente Araucária está à beira da extinção. No início dos anos 40, o pinheiro cobria cerca de vinte milhões de hectares no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Hoje, restam menos de 500 mil hectares dessas matas.

A situação precária da árvore simbólica para o Sul do país levou à proibição estadual e federal de seu corte. Mas isso não garante sua sobrevivência. Toneladas de pinhões são coletadas, consumidas e vendidas pelas populações todos os anos, e as florestas que sobraram enfrentam o fogo e o gado e a vizinhança com grandes plantações de pinus, eucalipto, soja e milho.

Agora, o desafio é preservar e recuperar as florestas com araucárias. Para isso, a ciência quer descobrir como os pinheiros nascem, crescem, vivem e morrem. A pesquisa inédita é liderada pelo pesquisador Alexandre Fadigas de Souza, coordenador do Laboratório de Ecologia de Populações de Plantas da Unisinos - Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Participarão alunos da graduação, mestrado e doutorado.

Os estudos começaram em algumas áreas dentro dos 1.600 hectares da Floresta Nacional de São Francisco de Paula, a pouco mais de 120 quilômetros de Porto Alegre. Com dois anos de duração, o projeto conta com doze mil dólares (cerca de 25 mil reais) da Fundação Internacional para a Ciência (Suécia), com doze mil reais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul. O trabalho também tem o apoio da Unisinos e da Upan – União Protetora do Ambiente Natural, que irá auxiliar no manejo comunitário dos pinhões.

“Proteger as florestas de araucárias é importante para muitos animais e plantas e também para as pessoas, pois regulam o clima, as chuvas e fornecem água para os rios, além de serem atrativos para um ainda pouco explorado turismo“, disse o professor.

Os resultados do trabalho, segundo Fadigas, poderão ser usados por organizações não-governamentais, sociedade civil e órgãos públicos de cidades, estados e do governo federal para melhorar a proteção às araucárias. Existem parentes da árvore brasileira no Paraguai, Chile, Argentina e Nova Zelândia.

Em julho, a União Protetora do Ambiente Natural completou 35 anos de trabalho, consolidando-se como uma das entidades ambientalistas mais antigas em atividade na América Latina. Em dezembro do ano passado, promoveu o 1º Simpósio Brasileiro de Incineração, em Porto Alegre. O evento levou ao lançamento de um portal sobre os poluentes furanos e dioxinas. Mais sobre a Upan em www.upan.org.br

Texto original publicado no Jornal Enfoques, da ProImagemRS, de São Leopoldo/RS

Fonte: [ EcoAgência ]

Identificado gene do arroz à prova d’água

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:45

Cientistas norte-americanos identificaram um gene que permite que as plantas de arroz sobrevivam mesmo ficando completamente submersas por duas semanas. De acordo com o estudo, publicado na revista científica ‘Nature’, o gene Sub1A-1 dará à lavoura uma maior protecção contra as enchentes, ajudando especialmente agricultores que vivem em áreas mais vulneráveis.

A maioria das lavouras de arroz são perdidas depois de uma semana debaixo d’água. A partir desta descoberta, realizada por cientistas da Universidade Davis, da Califórnia, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Pesquisa em Arroz, nas Filipinas, espera-se que o novo gene ofereça uma maior protecção para as plantações de arroz em todo o mundo.

Os agricultores no sudeste da Ásia, por exemplo, perdem cerca de mil milhões de euros por ano devido às cheias nas lavouras. Muitas regiões que cultivam o arroz no sul da Ásia estão localizadas em áreas que sofrem com as cheias durante a estação das chuvas de monção, sendo que as plantas submersas em água por um período maior do que alguns dias ficam sem oxigénio, enfraquecem e morrem.

Fonte: [ CiênciaPt.Net ]

Chinês compra 100 mil ha em MT

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:43

Notícia divulgada por O Globo levou Funai a dizer que vai interpelar o empresário judicialmente, já que áreas indígenas são indisponíveis desde 1934

Lu Weiguang bancou uma viagem de um grupo de índios bakairi à China, no ano passado, para uma apresentação cultural no país

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

O procurador César Augusto do Nascimento, da Fundação Nacional do Índio (Funai), pretende interpelar judicialmente um empresário chinês que teria comprado 100 mil hectares de floresta em uma área indígena de Mato Grosso. A possibilidade foi levantada na semana passada pelo jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o milionário Lu Weiguang, proprietário da Shanghay Anxin Flooring – a maior produtora de revestimentos de madeira da China – confirmou e deu alguns detalhes, em entrevista via fax, do negócio fechado com os índios. Não revelou, porém, a localização da área, etnia e os valores envolvidos.

“Quero saber que sandice é essa, pois as áreas indígenas são bens indisponíveis e inalienáveis da União desde 1934”, apontou o procurador, que deverá acionar a Polícia Federal para localizar o paradeiro do empresário. “Ou ele foi enganado, ou é um usurpador de terras públicas”.

Weiguang tem um apartamento em Curitiba (PR) e um filho nascido no Brasil. Sua empresa fatura mais de US$ 100 milhões por ano e compra madeira de 140 fornecedores no país, sendo 25 deles em Mato Grosso. De acordo com O Globo, sua aproximação com os índios começou em 1997. “Me apaixonei pela Amazônia e pela cultura indígena, pela qual tenho muito respeito”, diz a reportagem, citando o empresário.

Houve um estranhamento inicial dos índios em relação ao empresário e suas intenções. Mas a confiança das lideranças seria depois conquistada, por meio de presentes, como o fornecimento de remédios e construção de escolas. “Para monitorar e ajudar os índios, aluguei um satélite americano do sistema GPS. Eles perceberam que minha intenção era boa”.

A primeira fatia de terras, de 15 mil hectares, foi comprada em 2004 – por meio de depósito em um fundo bancário. Outros 85 mil hectares foram anexados em uma segunda etapa. “Tenho muito orgulho desse empreendimento, porque a Amazônia não é apenas um tesouro dos brasileiros, mas um tesouro do mundo inteiro”, afirmou.

AVENTURA - Em uma matéria publicada em julho pela agência de notícias China News, Weiguang é apresentado como o primeiro estrangeiro a ser proprietário de uma floresta no Brasil. “Ele é o dono de praticamente tudo na floresta, incluindo plantas e animais e vários outros recursos naturais”, diz o texto.

Os índios são descritos como os detentores da maior parte dos recursos florestais primários. “Eles vivem ali por gerações e se consideram defensores das florestas. Ele (Weiguang) precisa pedir permissão dos caciques se quiser comprar alguma área”.

No ano passado, a Shanghai Anxin bancou uma viagem de um grupo de índios bakairi para uma apresentação cultural na China (ver matéria). Na matéria da ChinaNews, é apresentada uma foto do empresário juntamente com dois índios da etnia – que detém, em duas áreas demarcadas, o usufruto de 96,8 mil hectares.

Para o procurador da Funai, o empresário pode estar a receber vantagens comerciais em seu país em função da alegada compra. “Não sabemos nem se ele já não está explorando esta área que diz ser sua. Mas, mesmo que seja apenas uma bravata da parte dele, não podemos permitir que isto continue”.

Fonte: [ Diário de Cuiabá ]

Medidas visam preservar banco genético de espécies nativas

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 14 de Agosto de 2006 @ 13:39

A recomendação da CTNBio, de destruir totalmente a produção, pode parecer um tanto radical, mas visa preservar o banco genético do algodão, que é uma espécie nativa da América Latina.

De acordo com o fiscal agropecuário da SFA/MS, Ricardo Hilman, a espécie de algodão transgênico encontrada nas lavouras de MS e nos demais Estados brasileiros é do tipo RR, resistente a um herbicida conhecido como glifosato. “O plantio desta espécie não está permitido no País. Atualmente somente o algodão BT está liberado, mas apenas em zonas de exclusão”, frisou.

O motivo de tanto cuidado é que ao contrário da soja, que tem autofecundação e é uma espécie importada, o algodão é nativo da América Latina e tem fecundação cruzada. Ou seja, a polinização acontece de uma flor para a outra. “Deste modo, se tivermos uma planta tradicional ao lado de uma transgênica haverá um cruzamento das plantas, e sendo que o produto final terá mais genes transgênicos do que os convencionais”, explicou.

Futuramente isto representaria um problema do ponto de vista genético, que poderia acarretar o desaparecimento das espécies nativas, e uma grande perda de material genético. “Imagine como ficaria o melhoramento genético no futuro se estiver tudo modificado. Caso apareça uma doença não haveria maneira de combatê-la, porque não teríamos a base genética da planta”, enfatizou.

Medidas

A determinação da CTNbio é de que as sementes das plantações ilegais que não atingiram maturidade fisiológica sejam destruídas por meio da aplicação de agrotóxico dessecante e que as plantas maiores sejam trituradas. Os restos vegetais e as sementes devem ser enterrados após aração profunda. Isso é o que deve ocorrer no Estado, caso a Justiça decida pela destruição da produção de algodão.

Além disso é recomendado que os equipamentos utilizados para operação e transporte sejam cuidadosamente limpos. Todas as ações devem contar com a presença de um fiscal do Mapa. As áreas de onde foram retiradas as sementes e as plantas ficarão sob monitoramento durante período de seis meses para evitar que apareçam exemplares transgênicos. Para a safra seguinte, o cultivo do algodão torna-se proibido também. Contudo, outros tipos de cultura, como a soja ou o milho, podem ser plantados nesses locais. (RS)

Fonte: [ Correio do Estado ]

Próxima Página »