Os herbários de Jean-Jacques Rousseau

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 12:44

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Rosseau dedicou os últimos anos da sua vida quase exclusivamente ao estudo da Botânica, curiosamente este fato não é sequer referido em muitas das suas biografias.

Fiel admirador da obra de Linneo, elaborou diversos herbários destinados a um público não especializado em Botânica.

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“Deve julgar-se um homem pela sua utilidade… Rousseau, foi um dos maiores porque aproximou o homem da Natureza”.
Bernardin de Saint-Pierre.

Erveiras do Ver-o-Peso iniciam curso de fitoterápicos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 08:49

04/08/2006 - 17h12m

Uma turma de 40 vendedores de ervas do Ver-o-Peso inicia na segunda-feira (07), o curso de Cultivo e Beneficiamento de Plantas Medicinais. Os erveiros vão aprender a cultivar, manipular e beneficiar as famosas ervas que hoje vendem.

Com aulas teóricas e práticas no Laboratório da Sespa (Secretaria Estadual de Educação) deverão estar capacitados ao final do curso para extrair o princípio ativo das plantas, produzir xaropes, gel e outros tipos de fitoterápicos a um custo baixo. Outra coisa importante é que eles vão aprender sobre a secagem e conservação das plantas. Atualmente, de quatro a cinco contêineres de ervas são jogados foram toda semana por falta de conhecimentos sobre conservação.

O curso faz parte do projeto Farmácia Nativa. Duas turmas já foram formadas, uma na Pratinha e outra em Outeiro. Além do curso voltado para o melhor aproveitamento das ervas e agregação de valor aos produtos, os vendedores também vão receber orientações de negócios, deverão ser incentivados a formar uma cooperativa para vender os fitoterápicos.

Fonte: [ Portal ORM ]

Escola Nosso Lar implanta cultivo de horta entre alunos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 08:48

Com um investimento de apenas R$ 150, a direção da escola Nosso Lar II colocou em prática o cultivo de horta entre os quase dois mil alunos matriculados na unidade de ensino. A diretora da escola, Zaira Nascimento, disse que o projeto sempre fez parte de sua meta à frente da direção, pois a escola possui uma grande área que estava sem utilização.

Na horta escolar são cultivadas hortaliças e plantas medicinais, a exemplo de coentro, macaxeira, feijão-de-corda, batata-doce, milho e cana. Também podem ser encontra-dos pés de capim-santo, erva cidreira, boldo e hortelã, entre outros. “A produção é utilizada na preparação da merenda e distribuída com os pais de alguns dos alunos”, explica Zaira.

A diretora conta com o forte apoio de uma das mães de aluno, Lúcia Maria Pinto. Nascida no interior do Estado, ela revela que sempre teve uma forte ligação com a agricultura e se colocou à disposição da escola para colaborar na horta, logo que tomou conhecimento do projeto de Zaira. “Gosto muito dessa atividade, por isso, me coloquei logo como voluntária”, acrescenta Lúcia.

A estudante Thaise da Conceição dos Santos, de 14 anos, matriculada na 4ª série do ensino fundamental, é uma das que participam do cultivo e manutenção da horta. Ela disse que prefere acompanhar o cultivo e está disposta a participar de um curso de orientação que deverá ser oferecido na escola pelo Centro de Referência de Educação Ambiental (Creamb), da Secretaria municipal de Educação (Semed).

A área de cultivo da escola Nosso Lar II, antiga Élio Lemos, é de quase 300 metros de extensão. A diretora Zaira Nascimento pretende ampliar o cultivo, colocando outras hortaliças, legumes e plantas medicinais no terreno. Ela aproveita para lembrar que tem necessidade de uma tela de proteção para as hortaliças, a qual deve funcionar como uma espécie de estufa para as plantas. (Secom Maceió)

Fonte: [ GazetaWeb ]

Peabiru, histórias e plantas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 08:44

Victor José Mendes Cardoso (*)
La Insignia. Brasil, agosto de 2006.

[…]

Como seria praticável um sistema de caminhos, como o Peabiru, que atravessava regiões ocupadas - segundo fontes históricas - por tribos indígenas portadoras de culturas diversas, desde muito antes da chegada dos europeus? 7 . Ou então: por que indígenas diferenciados em suas culturas iriam construir uma estrada unindo povos tão distintos? Esse poderia ser um argumento a favor da pré-existência do caminho, antes mesmo do estabelecimento das tribos. Os antigos habitantes do Peru (os “incas”) teriam o costume de depositar, ao longo das estradas, pedras em homenagem aos manes de seus antepassados, o que acarretava o surgimento de vários montículos de pedrinhas ao lado dessas estradas 8 . […]

Peabiru e as plantas

Um outro elemento, este de natureza botânica, também poderia servir de apoio à hipótese da origem incaica do Peabiru. Ernani Donato refere-se a uma hipótese segundo a qual as estradas incas eram semeadas com certas gramíneas selecionadas que impediam o surgimento de outras plantas 5 . Assim, em certos trechos, o Peabiru seria forrado por uma cobertura vegetal implantada, atividade essa que, em tese, fugiria das concepções e costumes dos índios que habitavam o território brasileiro à época do descobrimento. Sobre essa cobertura vegetal, os relatos falam de uma “erva miúda” que crescia até cerca de 0,70 m de altura e, mesmo que se queimassem os campos, ela sempre brotava novamente. […]

Assim, o texto de Ramon Cardoso - que se refere ao Peabiru como “caminho dos guaranis” - informa que os índios abriam picadas e nela semeavam gramíneas que formavam um “tapete verde” por sobre a trilha, impedindo inclusive a germinação de outras espécies (efeito alelopático?). Uma característica importante dessas gramíneas seria a presença de diásporos que grudavam nos pés e pernas dos passantes, o que asseguraria sua dispersão ao longo do caminho. Luis Galdino, referindo-se a um possível trecho do Peabiru na região de Pitanga (PR), descreve-o como uma valeta “forrada com um certo tipo de gramínea nativa, conhecida na região pelo nome de ‘puxa-tripa’” 4 .

A partir da sugestão de que essa planta pudesse ser a “yerba mui menuda” à qual se referiam os jesuítas em seus relatos sobre o Peabiru, fomos a Pitanga e, com a inestimável orientação do Sr. Clemente Gaioski - funcionário aposentado do IBGE e pesquisador do Peabiru - coletamos algumas amostras desse capim vegetando em propriedades na zona rural do município. Quando as plantas foram identificadas, constatou-se a presença de duas espécies: Homolepis glutinosa (Sw.) Zuloaga & Soderstr. e Panicum pilosum Sw. A primeira espécie, H. Glutinosa, apresentava unidades de dispersão pegajosas, que aderiam à pele. Aliás, o nome vulgar da planta “puxa-tripa” derivaria do fato do que seus diásporos aderiam ao pé ou à pata de um animal, e este, ao deslocar-se, levava consigo também partes da inflorescência e a própria raquis, que seriam então arrastadas como se fosse uma longa “tripa”. Quanto à segunda espécie, P. Pilosum, essa característica pegajosa não nos pareceu evidente, embora isso provavelmente possa variar dependendo do estágio de maturação dos frutos.

Seriam essas as espécies assinaladas pelos cronistas do Peabiru? Em caso negativo, quais seriam as espécies? Quanto a H. Glutinosa, de acordo com a “Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo”, trata-se de uma planta perene, decumbente (ramos prostrados), radicante (capacidade dos ramos de emitirem raízes adventícias), com altura variando de 0,6 m a 2 m, ocasionalmente estolonífera, distribuída desde o México até a Argentina, ocorrendo em campos, restingas e borda de florestas. P. Pilosum, por sua vez, é descrita como perene, sem rizomas, estolonífera, às vezes decumbente, radicante nos nós inferiores, medindo de 0,2 m a 0,85 m, distribuindo-se da América Central à Argentina, vegetando em locais sombreados de beira e interior de florestas, menos comum em campo aberto, preferindo solos úmidos 11 .

Homolepis glutinosa, pelas características descritas, é uma planta que merece estudo mais aprofundado, especialmente pelas propriedades “adesivas” de suas unidades de dispersão, o que a tornaria uma candidata em potencial ao rol das espécies possivelmente usadas pelos guaranis como revestimento dos caminhos que cortavam suas terras. Todavia, sua eventual preferência - diferentemente de P. Pilosum - por lugares abertos, como campos e bordas de florestas, poderia eventualmente comprometer a propagação da espécie em trechos onde o Peabiru cortasse florestas fechadas. Vale lembrar que, como mencionado anteriormente, não foi encontrado nenhum tipo de revestimento digno de destaque, nos vestígios de velhas trilhas indígenas preservadas em meio à floresta.

Seria possível associar o traçado original do Peabiru à cobertura vegetal hodierna? Um cuidadoso trabalho de coleta e levantamento da flora poderia eventualmente contribuir para a resposta a essa questão. O pesquisador José Francisco M. Valls, da EMBRAPA/CENARGEN, destaca a importância do estudo, sob o enfoque arqueológico, da ação humana no transporte de sementes e mudas. No caso de espécies do gênero Arachis (amendoim), diversas populações tem sido coletadas vegetando próximo a sítios arqueológicos, como é ocaso de A. Stenospermae, que ocorre junto a ruínas do século 16, no município de Peruíbe (SP) 12 . De acordo com o autor, “pareceria apropriado investigar-se as associações desta espécie, disjunta no Mato Grosso e Litoral, com o traçado do lendário caminho Peabiru…”.

Na “Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo”, notou-se que os locais indicados de coleta de espécimes de Homolepis glutinosa - Cachoeira Paulista, Cananéia, Iguape, Itararé, Paraguaçu Paulista, São Carlos e São Paulo - acompanham em geral o suposto traçado do Peabiru ou de outras rotas indígenas, como a antiga trilha dos Guaná, que se transformaria no Caminho Velho do Ouro 4 . Seria isso uma mera coincidência? Independentemente da resposta, acreditamos que a Botânica possa ser um instrumento a mais no sentido de se esclarecer pontos obscuros da história da ocupação e conquista do território brasileiro pelos povos que aqui habitaram e habitam.

Notas

(*) Professor adjunto victorjc@rc.unesp.br, Departamento de Botânica, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Rio Claro, SP).

Para ler o texto completo: [ La insígnia - Ecología ]

Sementes caboclas do Acre

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 08:33

Preservadas por comunidades indígenas, colonos e seringueiros de todo o Estado, elas podem salvar a humanidade

Juracy Xangai

A cada ano são perdidas mais de 300 espécies de plantas tradicionalmente utilizadas como alimentos pela humanidade. Isso está fazendo diminuir rapidamente a diversidade de alimentos num planeta em que o número de habitantes é cada vez maior e os recursos naturais escasseiam. Cada espécie está adaptada a seu meio ambiente e resiste a determinadas espécies de pragas ou doenças, com a diminuição das espécies há o risco de que um mal repentino destrua grandes plantações lançando fome à humanidade.

Por isso é que as sementes caboclas ou crioulas passaram a receber uma atenção especial por parte dos pesquisadores e cientistas ao longo dos últimos anos e, também no Acre.

Aqui elas existem em grande variedade de tipos de milho, arroz, feijão, amendoim, cará, mamões, algodão de diversas cores, até alho e cebolas de variedades mais rústicas sendo cultivadas por colonos, seringueiros e nas aldeias.

Esse trabalho de preservação vem sendo feito pelos técnicos da Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal (Seater) em parceria com entidades indígenas, seringueiras e rurais. A feira está sendo promovida pela Seater junto com os governo estadual e federal mais a prefeitura de Rio Branco.

É justamente nas comunidades indígenas que elas exercem papel fundamental na preservação de seus usos e costumes alimentares, como o milho massa seco que se come cru, assado na brasa ou moído e cozido junto com amendoim para produzir bebida muito apreciada entre os kaxinawás, o mani-mutsá, que se toma a qualquer hora, mas e principalmente acompanhando as refeições.

Somente no município de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá, são cultivadas 14 variedades de feijões. Os índios kaxinawás cultivam pelo menos seis variedades diferentes de amendoins. Sem contar a variedade de bananas, macaxeiras, ervas medicinais, tinturas e frutos dos mais diversos sabores.

Além das sementes, mudas e ramas, também estarão sendo expostos na feira uma variedade de peças de artesanato, comidas típicas e doces regionais variados. Haverá apresentações musicais, danças e cantorias indígenas.

A idéia principal desse tipo de evento é a troca de sementes entre as várias comunidades para que assim, as sementes não venham a se perder pela ação de alguma praga ou doença, já que sempre poderá ser resgatada a partir de outras comunidades às quais tiverem sido distribuídas.

Fonte: [ Página 20 ]

EXPO-FLOR - Feira surpreende pela variedade e preço

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Agosto de 2006 @ 08:32

05-08-2006
Édio Júnior

15ª Expo-Flor de Holambra começou ontem com público garantido

Aproximadamente 150 espécies de plantas diferentes em mais de 8 mil vasos estão presentes na 15ª edição da Expo-Flor de Holambra, que começou ontem e vai até o próximo dia 13 no Aquarius Shopping, das 10 às 22 horas. Além da grande variedade de flores e folhagens, o evento promovido pelo Lions Clube de Marília, surpreende pelo preço oferecido.

Para se ter idéia, Mini crisântemos estão sendo vendidos por R$ 1, Trevo de Quatro Folha, R$ 2,20, Cyclamen, R$ 8,90, Orquídeas, R$ 24,50, mini rosas, R$ 13,50, Tulipas, por R$ 9,90. Também estão sendo comercializados os bonsais; árvores anãs, plantadas em vaso, com método oriental de cultivo, gérberas, ráfias, azaléias, mini rosas, mini romãs, cactos entre outros. Terra, adubo, bulbos e enfeites para vasos também são vendidos no local.

A professora Ivani Fernandes aproveitou o primeiro dia da Expo-Flor para comprar uma série de plantas que irão compor o jardim da casa dela. “É uma ótima oportunidade. Tenho esse período para montar meu jardim com uma variedade de opções”, disse.
“A gente procura uma coisa e acaba encontrando outras”, afirmou a empresária Odila de Camargo Fernandes. Segundo ela, o preço está atrativo e variedade muito maior do que na feira do ano passado.

A recepcionista Daiane de oliveira Souza, aproveitou os momentos de folga para comprar flores para a mãe. “A gente perde a noção do tempo.. Tudo é muito lindo. Agora vou comprar para ela, e depois vou traze-la aqui”, destacou. A entrada é franca.

A expectativa dos organizadores é de que cerca de 20 mil pessoas visitem a exposição até o dia 13. A renda arrecada durante a 15ª Expo-Flor será revertida à construção de uma quadra de esportes na Legião Mirim, entidade atendida pelo Lions Clube de Marília.

Fonte: [ Jornal da Manhã ]