Árvore rara dá oito tipos de frutas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 20:04

Uma árvore nada comum chama a atenção dos moradores de Santo Ângelo, no noroeste do Rio Grande do Sul.

De longe, parece uma arvore frutífera, como qualquer outra. De perto, a surpresa: tem oito tipos de cítricos. Na mesma árvore, laranja, tangerina, lima e limão. O autor da experiência é um agricultor, de 74 anos, que fez uma série de enxertos na planta.

Fonte: [ Globo.com ]

Sobre enxertia: CitroLima - Clonagem de Mudas Cítricas

Catinga-de-mulata preservada

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 17:01

Jornal da Ciência - JC e-mail 3038, de 16 de junho de 2006 Edição 3038 - Notícias de C&T - Serviço da SBPC

35 - Pesquisadores da UnB ajudam a conservar planta medicinal rica em perfume e importante para cultura popular

Apesar de possuir atividades terapêuticas comprovadas e um potencial de comercialização viável para a indústria de perfumaria, a catinga-de-mulata estava ameaçada de extinção.

Um projeto da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) da UnB foi criado para cultivar, preservar e difundir a espécie, amplamente utilizada no País em rituais baseados na cultura religiosa africana.

O trabalho conta com a colaboração do Botanical Research and Biotechnology (Botresearch), dos Estados Unidos, chefiado pelo professor John Covanes.

“A UnB já possuía um cultivo da catinga de mulata em estufa e sementes guardadas, mas recentemente voltamos a plantar e multiplicar a espécie na Estação Biológica da universidade”, explica o professor da FAV Jean Kleber Mattos, que enviou amostras de sementes para os colegas norte-americanos.

Segundo o agrônomo, o interesse maior na planta se deve à descoberta recente da presença do princípio ativo linalol como componente de seu óleo essencial. A substância é a mesma utilizada como matéria-prima para fabricação do perfume francês Chanel nº 5, um dos mais famosos do mundo.

A constatação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul colocou a catinga-de-mulata na linha de frente das espécies de interesse para a pesquisa de substâncias aromáticas na indústria de perfumes.

Além disso, um estudo da mesma universidade revelou os efeitos analgésicos do linalol, bem como os mecanismos de ação da substância no organismo, o que abre caminhos para utilização da planta na indústria farmacológica.

Folclore Popular

Além de fundamental para a pesquisa científica, a preservação da catinga-de-mulata cumpre um importante papel de cunho antropológico. Encontrada nas feiras populares do Norte e Nordeste do Brasil, especialmente de Recife e Salvador, a planta é amplamente usada nos rituais de candomblé como loção protetora contra maus fluidos. Acredita-se que seu cheiro perfumado afaste os maus espíritos.

Por causa disso, seu uso religioso está associado ao trabalho de cura contra diversos males e de proteção contra situações adversas. É comum nessas regiões do país as pessoas comprarem a catinga-de-mulata para fazer loções que tiram as más-influências, já que no candomblé a planta é regida por poderosos orixás, como Oxalá, Oxum e Iemanjá.

A catinga-de-mulata também é um ingrediente indispensável nos banhos de cheiro dos cultos afro-brasileiros, entre os quais na água usada na tradicional lavagem das escadarias da Igreja Nosso Senhor do Bonfim em Salvador.

Vestidos de branco, centenas de fiéis, mães e filhas-de-santo carregam jarros de flores e água de cheiro, indo da Basílica da Conceição da Praia até o Bonfim num gesto simbólico de purificação.

Na região Amazônica e no Maranhão, a planta também é usada para fins medicinais. Seu chá serve como remédio para problemas de fundo nervoso, taquicardia e epilepsia, especialmente no Pará. Com as folhas da planta misturadas com as do manjericão e da jardineira é feito um banho para combater a cefaléia.

(UnB Agência)

Fonte: [ Email recebido via Grupo TSP ]

Ervas - Esperança de saúde a baixo custo

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 12:18

Juracy Xangai

Garrafadas e poções variadas são procuradas para curar uma série de problemas, inclusive impotência sexual

A desilusão com a medicina química por seus efeitos colaterais e alto custo tem feito com que o número de pessoas que procuram preservar sua saúde ou até mesmo curar-se, utilizando ervas retiradas das florestas acreanas ou trazidas de outras regiões do Brasil e do mundo, cresça substancialmente.

Durante décadas quem quisesse comprar ervas e outros remédios naturais, em Rio Branco, precisaria ir à “Toca do Coelho”, na área do mercado Velho. Hoje em dia, há pelo menos 12 estabelecimentos trabalhando especificamente com a venda de ervas que a cultura popular consagrou como remédios infalíveis para curar desde uma simples dor de cabeça, impotência sexual, desequilíbrios mentais e até alguns tipos de câncer. Há que ser ressaltado o fato de que embora gozem de grande reputação junto à população, na maioria dos casos, não há confirmações científicas de que elas realmente funcionem. Mesmo assim continuam sendo usadas por pessoas que afirmam terem sido curadas ou conhecerem pessoas que o foram.

Última esperança

A doméstica Lúcia Mendes de Souza, 21 anos começou a sentir fortes dores no baixo ventre (pé da barriga) logo depois de dar à luz a seu filho que agora tem três anos. Depois de peregrinar por alguns meses nos serviços de saúde descobriu que é portadora de um tipo resistente de câncer que se multiplica rapidamente.

“Já fiz duas cauterizações e tenho tomado remédios sem parar, mas essa doença continua crescendo, agora o médico me disse que se a doença não der uma parada em 40 dias eles vão tirar meu útero inteiro e eu nunca mais poderei ter filhos”, disse em tom suplicante ao chegar na casa das plantas medicinais Milagre da Floresta onde foi atendida por Raimundo Nonato Pereira da Silva, 47, pai de cinco filhos, mais popularmente conhecido como “Doutor Raiz” .

“Meu problema é muito grave, já tomei tudo que é remédio receitado pelos médicos, mas não sinto qualquer melhora, por isso decidi tentar as ervas como último recurso. Sei que estou fazendo isso de última esperança, mas tenho fé que as plantas possam me devolver a saúde que os médicos não conseguiram alcançar”. Declarou ela.

Aprendendo pela dor

Raimundo Nonato, o “Doutor Raiz” é solidário a Lúcia Mendes porque também ele só conheceu o poder das ervas depois de decepcionar-se com a medicina convencional. “Em 1988 tive um problema muito sério de coluna. Era tão grave que tive de ficar internado no hospital Sara Kubitscheck, em Brasília e acabei voltando desenganado pelos médicos e já nem podia mais andar. Foi então que um amigo me falou para usar um chá feito com raiz de sapé, cipó escada, sucuba, aroeira e barbatimão que eu iria me curar. Nove dias depois eu já não sentia mais problema nenhum. Foi então que decidi me dedicar às ervas e para isso fui fazer um curso técnico de especialista em plantas medicinais promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego na Universidade de Minas Gerais”.

Hoje, na loja Milagre da Floresta, o doutor Raiz oferece a seus clientes um amplo leque de escolha composto de 250 plantas, raízes, essências, sementes, óleos, méis, gorduras animais, peixes e aves para as mais diversas aplicações.

“As pessoas chegam aqui porque não conseguiram sua cura em outro lugar. A maioria tem problemas crônicos como diabetes, hipertensão, colesterol alto e até câncer. A recordista entre os homens é a impotência sexual para a qual o melhor remédio é a garrafada para o fortalecimento do ser humano. Essa é perfeita. Já as mulheres querem remédio para acabar com a frigidez, problemas no útero e falta de fertilidade, para esta última a unha de gato e o uxi amarelo são uma beleza”, garante.

Mas a receita infalível, segundo o doutor Raiz, é as pessoas saberem buscar quem realmente conhece o poder das ervas e, sobretudo, ter consciência de que elas realmente curam, isso tem grande influência no efeito desejado. “Em todos os casos eu aconselho que busquem um médico para fazer todos os exames necessários a fim de conhecer sua verdadeira situação, porque erva não faz milagre, mas cura. Isso quem descobre é o povo, os seringueiros e índios que vivem em contato com a natureza”.

Tradição e resistência

Quando abriu a primeira banquinha de ervas, há 46 anos, no principal centro comercial de então, o que hoje chamamos mercado Velho, mais precisamente no buraco do Coelho, Manoel Gentil Brilhante, hoje com 63 anos e cinco filhos lembra ter aprendido o segredo das ervas aos 14 anos enquanto percorria as feiras populares de Juazeiro do Norte e Canindé na Paraíba.

“Logo que cheguei no Acre montei uma banquinha aqui no mercado, era 1958, o pessoal passava por mim fazendo piada sobre aquelas casquinhas de árvore, folhas de cidreira, carmelitana, jatobá, cumarú de cheiro e outras ervas mais conhecidas. Quase ninguém comprava, eu ganhava dinheiro vendendo temperos. Só a partir de 1971 foi que as vendas começaram a crescer e agora já tem banca demais com gente que receita qualquer coisa para quem está desesperado, preocupado apenas em ganhar dinheiro”, lamentou.

Cuidadoso no trato com as ervas, ele importa a maioria delas de empresas do centro-sul que garantem a qualidade do que vendem. No Acre só compra de “Jurandir”, um mateiro criado em Brasiléia e um dos poucos que dedica sua vida à colheita de ervas medicinais na área do seringal São Luiz.

Aliviando a pressão

A dona de casa, Maria Luíza da silva, 52 anos, mãe de seis filhos foi à banca de Brilhante comprar algumas ervas. “Tenho pressão alta, mas resolvo o problema bem ligeirinho usando limão, alho ou folha de jambo com as de graviola. No tempo que tinha criança em casa nunca me faltava o malvarisco e a corama para fazer lambedor, nem couve para tirar o sumo. É uma beleza”, explicou. Para a pressão ela usa nove dentes de alho postos de molho num copo de água que é tomado em doses distribuídas ao longo do dia seguinte. Pode ser também um copo de água com um limão, ou o chá de folha de jambo com as de graviola.

Caminho das plantas

O mateiro Jurandir Miguel da Rocha, 45 anos, pai de três filhos é um dos poucos que realmente conhece onde estão e quais são as ervas que medram nas florestas acreanas. “Desde criança eu sempre tive facilidade para conhecer as ervas e madeiras, mas só passei a viver disso depois que vim morar em Rio Branco. Hoje tiro pelo menos 28 plantas na colocação Tracoá onde mora minha mãe, lá no seringal São Luiz”.

A equipe da Universidade acompanhou seu trabalho, para verificar se ele não prejudicava a floresta, e não prejudica. Mesmo assim o Ibama só autoriza a retirada de 80 a 90 quilos a cada dois três meses. “Essa quantia é muito pequena e dificulta o ganho da gente, mas o jeito é obedecer mesmo. Tiro as ervas da mata, dou uma enxugada e acabo de secar na sombra. Colho muita casca de aroeira, jatobá, carapanaúba, copaíba e muito mais”. Então explicou: “Eu mesmo curei um problema de coluna usando o chá da casca do breu”.

Aprovação científica

Formada em biologia, Rener Luciana Oliveira Maia é estagiária do Parque Zoobotânico que liderou a pesquisa de etnobotânica (uso das ervas pelos diferentes grupos sociais) e botânica econômica (influência financeira das ervas) na sociedade local. Foi ela quem pesquisou o método de trabalho utilizado por Jurandir para colher suas ervas.

“Nossa intenção era identificar as espécies e a forma de manejo utilizado popularmente. Descobrimos que do jeito que vem trabalhando não causam maiores danos à floresta e a atividade é mais um incremento à renda familiar.

Comparando os números atuais com de uma pesquisa realizada em 1997 o uso das ervas cresceu muito no Estado do Acre, segundo constatou a pesquisadora. “Hoje há pelo menos 12 casas especializadas funcionando em Rio Branco. Isso acontece porque as pessoas estão desiludidas com a medicina tradicional, mas também porque o preço dos remédios é muito caro e o das ervas sai bem mais em conta. Temos de considerar ainda a força da mídia mostrando o poder das ervas, o que faz com que as pessoas percam vergonha de utilizar chás e banhos que até há bem pouco tempo eram tidos como símbolo de atraso diante das maravilhas da medicina alopática”.

(Jornal Página 20, 15 e 16/08/2004)

Fonte: [ UFAC na Imprensa ]

Famílias aprendem a capturar abelhas para extração de mel

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 11:57

Agricultores do assentamento Mártires de Abreu, antiga fazenda da Taba, em Mosqueiro, recebem as primeiras colméias e aprendem a atrair e capturar abelhas em pontos estratégicos nas matas da ilha. O trabalho faz parte do Projeto de Meliponicultura, que ensina também como coletar o mel de abelhas sem ferrão, produto de alto valor no mercado, desenvolvido para gerar renda para as 95 famílias assentadas no local.

O assentamento Mártires de Abreu foi o local escolhido para se tornar um Núcleo de Referência de Projetos Sustentáveis do Município de Belém. A iniciativa deverá acontecer em outras ilhas. Além da produção de mel, numa área de 105 hectares está sendo desenvolvido o cultivo de urucum que já está em fase de brotagem. O Projeto Urucum pretende produzir 145 toneladas de sementes e extrair delas substâncias corantes do fruto muito usadas em cosméticos, principalmente no exterior, em países da Europa. Nesta primeira fase do projeto, os agricultores aprenderam a cultivar o fruto. Agora, iniciam cursos de capacitação para aprenderam a retirar a bixina (substância corante) para comercializar.

O cultivo de hortaliças é outro projeto desenvolvido no local. O que for colhido deverá ser de uso das famílias e também comercializado. Um dos objetivos é fornecer para a prefeitura para uso na merenda escolar da rede municipal.

No Assentamento Mártires de Abreu deverá ser construído um laboratório da Farmácia Nativa, para que os assentados possam beneficiar as plantas e ervas lá cultivadas, principalmente na produção de fitoterápicos.

O projeto de Meliponicultura deverá gerar uma renda de cerca de R$ 470,00 por família. Cada uma delas deverá ter em média 30 colméias para a extração de mel. O meliponário montado deverá servir para a multiplicação das colméias. O mel produzido pelas abelhas sem ferrão, segundo a Agência de Vigilância Sanitária é um dos melhores. O custo do litro no mercado chega a alcançar R$ 45,00.

Fonte: [ Portal ORM ]

Centro de Tecnologia usa minhocas para avaliar contaminação de solos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 11:56

02/08/2006, 15:36

Pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Ministério da Ciência e Tecnologia, começaram a utilizar minhocas para avaliar o grau de contaminação de solos brasileiros por mercúrio e petróleo. Implantado há seis meses, o Laboratório de Ecotoxicologia Aplicada à Indústria Minero-Metalúrgica já usou minhoca no solo de um garimpo de ouro abandonado no município mineiro de Descoberto, na Zona da Mata.

Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora do projeto, Silvia Egler, contou que os resultados recém-obtidos mostram que o mercúrio deixado pela mineração em Descoberto não chegou a matar as minhocas, mas provocou mudanças na coloração do invertebrado. Os testes foram realizados em parceria com a Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam/MG).

“A gente chama de efeito sub-letal. O solo está contaminado. Não mata, mas pode causar algum dano”, explicou Egler. Segundo ela, a minhoca passou a ser utilizada na pesquisa por ser considerada um organismo-modelo ou organismo-teste. “Ela tem grande participação na biomassa do solo e é fácil de manter as culturas. É a mesma minhoca usada na produção de húmus (adubo orgânico), que se cria no estrume.”

O Cetem está aberto para fazer estudos de cooperação e firmar parcerias com empresas do setor que estejam interessadas em fornecer amostras do solo para análise. Os pesquisadores começaram com testes nos solos contaminados por mercúrio, mas já estão testando também amostras ambientais de solos contaminados por petróleo.

Esses solos serão fito-remediados, ou seja, serão usadas plantas para tentar retirar das amostras o petróleo, que é um contaminante orgânico e permanece muito tempo no solo. “Na verdade, o que você está tentando solucionar é um passivo da mineração, isto é, deixar um resíduo da mineração que não seja tóxico. Ou seja, você pode utilizar aquele solo depois para outra atividade”, ressaltou Silvia Egler.

O grupo do Cetem vai iniciar agora outro trabalho com contaminação por metal pesado, como chumbo e cádmio. O experimento com minhocas para avaliação dos efeitos da exposição do solo a agentes contaminantes teve seu processo de padronização internacional iniciado a partir de 1983, quando um pesquisador utilizou a minhoca vermelha californiana para testar substâncias de pesticidas para serem colocadas em uso. No ano seguinte, ela foi padronizada para testes de substâncias usadas em solos artificiais, que têm areia, caulim e musgo.

Autor: Agência Brasil

Fonte: [ Primeira Hora ]

Reação das árvores à mudança climática é lenta, diz estudo

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Agosto de 2006 @ 11:54

A capacidade das árvores de se espalhar, acompanhando o aquecimento global, pode ser mais limitada do que se pensava

CHAMPAIGN, EUA - Análises genéticas de pinheiros vivos no Ártico oferecem forte evidência a favor da presença de um refúgio de árvores no Alasca, durante o ápice da última era glacial, e sugere que populações de árvores não são capazes de migrar em resposta a mudanças climáticas tão depressa quanto se acreditava. O levantamento e análise do DNA, chefiado por pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Serta publicado online pelo periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

“O pinheiro branco (Picea glauca) é a espécie dominante nas florestas boreais na América do Norte”, diz Lynn L. Anderson, principal autor do trabalho. “Com o aquecimento global, precisamos estudar como populações de animais e plantas reagiram à mudança climática no passado, para prever melhor o que ocorrerá no futuro”.

No trabalho, os pesquisadores analisaram o DNA dos cloroplastos de 24 florestas de pinheiros do Alasca e do Canadá. Como o DNA do cloroplasto contém genes herdados de apenas um dos pais da árvore, evita-se a confusão provocada pela recombinação dos genes. Os cloroplastos são estruturas, dentro da célula vegetal, que contêm a clorofila.

“Encontramos um padrão significativo na distribuição geográfica de partes do DNA de cloroplasto”, disse Anderson. Esses dados ajudam a resolver uma controvérsia sobre o modo pelo qual as árvores migraram em resposta às mudanças climáticas do passado, diz Feng Sheng Hu, co-autor do artigo.

“Uma visão é de que as árvores ficaram restritas a áreas ao sul da capa de gelo que cobriu a América do Norte, e migraram rapidamente para o norte quando o clima esquentou”, disse Hu. “A outra é de que havia um refúgio nas áreas livres de gelo do norte, e os pinheiros se espalharam nessas áreas… Agora parece claro que o refúgio glacial existiu”.

Os mesmos dados sugerem que a taxa de migração das árvores foi mais lenta do que se pensava. “Nossos resultados sugerem que a capacidade das árvores de acompanhar o aquecimento global é mais limitada” do que se supunha, disse Hu.

Fonte: [ Estadão ]