XII SEMINÁRIO MINEIRO DE PLANTAS MEDICINAIS

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Agosto de 2006 @ 23:10

ENCONTRO DA REDE FITOCERRADO

Tema: Plantas Medicinais e Qualidade de Vida

O XII SEMINÁRIO MINEIRO DE PLANTAS MEDICINAIS acontecerá de 27 a 29 de outubro de 2006, na Universidade do Estado de Minas Gerais, Campus de Ituiutaba (Fundação Educacional de Ituiutaba - FEIT), em Ituiutaba, MG, e contará com palestras, mini-cursos, mesas-redondas, oficinas sobre temas especializados, apresentação de trabalhos via pôster e outras atividades.

Os objetivos deste evento são o de atualizar o conhecimento científico; possibilitar permuta de saber; resgatar o conhecimento popular sobre plantas medicinais; integrar pesquisadores, estudantes, profissionais das áreas de Saúde e das Ciências Agrárias, raizeiros e agentes de movimentos pastorais e de ONGs que estão envolvidos com a prática do uso de plantas medicinais, visando contribuir para o desenvolvimento técnico-científico regional.

O Seminário Mineiro de Plantas Medicinais é um evento anual e itinerante, iniciado pela Universidade Federal de Viçosa e que se encontra na sua 12ª edição. A Rede Fitocerrado foi criada no final do ano de 2004 com o objetivo de despertar o interesse na implantação da cadeia produtiva de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, do desenvolvimento da bioindústria de fitoterápicos, óleos essenciais, produtos cosmocêuticos e nutracêuticos e da inserção de fitoterápicos como modalidade terapêutica na região do Triângulo Mineiro.

Mais informações em: http://www.ituiutaba.uemg.br/xiismpm/

O silício: desenvolvimento da agricultura

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Agosto de 2006 @ 17:03

Foto 1O caso do silício é interessante, pois ocorrem interações com vários elementos que favorecem a nutrição da planta.

O ácido silícico, a forma solúvel presente na solução do solo e pela qual a planta absorve o silício, ajuda a proteger as plantas dos efeitos tóxicos do alumínio pela formação de hidroxialuminossilicatos inertes na solução do solo.

Mas esta propriedade não se restringe apenas ao alumínio. O ácido silícico pode reagir com outros metais como ferro, manganês, cádmio, chumbo, zinco, mercúrio e outros, formando dois tipos de substâncias.

Foto 2O primeiro tipo consiste de compostos complexos solúveis, quando há leves aumentos na concentração de silício.

O segundo tipo consiste de silicatos de metais pesados pouco solúveis, ocorrendo quando há uma alta concentração de ácido silícico na solução do solo. Neste caso ocorre a precipitação total do metal com o ânion silicato.

No caso do manganês ocorre um outro fato interessante. A toxidez de manganês nas plantas se caracteriza pelo aumento de compostos fenólicos, responsáveis pelas manchas pardas e necróticas nas folhas.

A adição de silício suprime o aumento de ácidos fenólicos causados pelo excesso de manganês, diminuindo ou mesmo impedindo o aparecimento dos sintomas de toxidez.

Em casos de estresses salinos, o silício também pode ser benéfico. A concentração de sódio na parte aérea da planta diminui sensivelmente quando se adiciona silício em substratos com carência neste elemento.

A escória agrícola, que é um silicato de cálcio e de magnésio proveniente da indústria siderúrgica, e fonte comercial de silício, é considerada também um corretivo de acidez do solo. Sua ação neutralizante se deve à dissociação do silicato de cálcio e do silicato de magnésio, com posterior formação de íons hidroxilas que irão neutralizar o íon hidrogênio da solução do solo, responsável pela sua acidez.

Foto 3O uso de fertilizantes silicatados aumenta a eficiência da adubação NPK. Os adubos silicatados normalmente apresentam boas propriedades de adsorção. Isto faz com que ocorra uma menor lixiviação de potássio e outros nutrientes móveis no horizonte superficial.

Com o aumento no teor de silicato no solo, ocorrem reações químicas de troca entre o silicato e fosfatos, como os fosfatos de cálcio, alumínio e ferro. Com isso, há a formação de silicatos de cálcio, alumínio e ferro, por exemplo, com a liberação do íon fosfato, aumentando o teor de fósforo na solução do solo.

Além disso, o silicato pode deslocar o fósforo dos sítios de adsorção na argila e nos sesquióxidos ou, preferencialmente, ocupá-los. Estudos indicam, também, a possibilidade do silício aumentar a translocação interna do fósforo para a parte aérea da planta.

Foto 4Plantas com níveis mais elevados de silício tendem a conter mais nitrogênio em seus tecidos. Como o silício aumenta a produção de fotoassimilados, devido ao incremento na taxa fotossintética, há um aumento de substrato para a incorporação do nitrogênio nos esqueletos carbônicos.

Para maximizar o potencial de produção, por exemplo no arroz, pode-se adotar plantios mais adensados e altas aplicações de nitrogênio. Contudo, nestas condições, as folhas tendem a ficar menos eretas, e a planta fica mais suscetível a doenças.

A aplicação de silício deixa as folhas mais eretas, diminuindo o sombreamento mútuo, e a planta mais resistente a doenças. Cultivos intensivos, com aplicações pesadas de nitrogênio, necessitam de adubação complementar com silício.

O papel do silício no manejo do solo será cada vez mais importante para uma maior produtividade e sustentabilidade, à medida que os agricultores tiverem acesso a fontes silicatadas.

Fonte: Oscar Fontão de Lima Filho (Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste) para o Correio do Estado, em 16 de dezembro de 2002