Rio Preto - Feira do Produtor atende em novo horário
Terça-feira, 11 de Julho de 2006 08:21
Da Redação
No inverno a Feira do Produtor está com o horário alterado para atendimento. A feira, que é uma parceria da prefeitura de Rio Preto, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e do Serviço Agroindustrial Integrado do Sebrae (SAI), vem recebendo cada vez mais visitantes.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Sérgio Expressão, a Feira começa mais cedo para facilitar a presença dos consumidores e o trabalho dos comerciantes, das 15 horas às 19 horas.
A Feira recebe uma média de 300 consumidores por semana. São comercializadas variedades de legumes, frutas, verduras, mel, cachaça, pimenta, café e plantas ornamentais. Há ainda uma praça de alimentação organizada pela Associação das Mulheres de Produtores Rurais, de Planalto, com pães, doces, pastel e pamonhas.
A Feira funciona a quatro meses no Recinto de Exposição “Alberto Bertelli Lucatto”. “O objetivo principal é proporcionar condições para que o pequeno produtor venda seu produto direto ao consumidor, sem intermediários. Em contrapartida, o consumidor compra um produto de qualidade, colhido no dia e com preços competitivos”, disse Expressão.
Por segunda-feira, são vendidos em média 3,5 mil quilos de alimentos. Um movimento financeiro de aproximadamente R$ 3,8 mil. No último dia 3, foram comercializados 50 caixas de citrus (laranja, ponkã e limão), 600 maços de verdura (alface, brócolis, agrião, couve-flor), 20 quilos de café moído e torrado, 85 caixas de legumes (repolho, quiabo, pepino, jiló, chuchu e outros), 100 pamonhas, 150 unidades de pães e doces e 160 pastéis.
A feira conta com 15 pontos, distribuídos entre 10 produtores, Associação de Mulheres de Produtores Rurais e integrantes do Banco da Terra de Planalto e José Bonifácio. Para maior comodidade, o Recinto de Exposição oferece estacionamento, banheiro e ampla infra-estrutura.
Fonte: [ Rio Preto News ]
Substância semelhante à maconha pode atacar doenças do cérebro
VIENA - As substâncias canabinóides criadas pelo próprio corpo humano poderiam abrir novas possibilidades de tratamento para doenças como o mal de Alzheimer ou a esclerose múltipla, anunciaram nesta terça-feira vários especialistas reunidos em um congresso científico europeu em Viena.
Os cientistas explicaram, durante o 5º Fórum Europeu de Pesquisadores de Neurociência, que acontece na cidade até 12 de julho, que o corpo humano produz substâncias semelhantes ao componente ativo da maconha.
Os canabinóides são moléculas presentes na planta Cannabis sativa, que também são produzidas de forma natural pelo corpo humano e que podem ser modificadas no laboratório.
Estas sustâncias atuam sobre o cérebro aumentando ou diminuindo a atividade das células que reconhecem a dor, as que movem os músculos ou as que produzem o apetite, entre outras.
A maconha natural já foi aplicada como analgésico por um cirurgião chinês há cerca de 4 mil anos, e no século 18 um médico irlandês a utilizou com sucesso contra a enxaqueca. Entre 1900 e 1936, dois preparados de maconha estiveram no mercado nos Estados Unidos, explicou Michael Walker, da Universidade de Indiana.
Os efeitos positivos da maconha foram comprovados no passado por pacientes de aids, esclerose múltipla e outras doenças, mas até pouco tempo os biólogos ainda não haviam começado a decifrar seu impacto. Recentemente, a farmacêutica Sanofi Aventis colocou no mercado o primeiro medicamento que surte o mesmo efeito que a maconha natural no sistema cerebral e na medula óssea.
Os especialistas atribuem ao novo medicamente, conhecido como Rimonabant, um efeito positivo para os que querem emagrecer ou para abandonar o vício do tabaco.
David Becker, do Instituto UCL de Neurologia de Londres, realizou experimentos com ratos nos quais havia provocado artificialmente uma doença semelhante à esclerose múltipla em seres humanos.
Ele disse no congresso que, até agora, se procurava frear o processo auto-imune e a inflamação do sistema nervoso central desses pacientes, o que ajuda a impedir os ataques agudos da esclerose múltipla.
Mas quando o estado do paciente piora em uma fase tardia da doença, os medicamentos comuns já não funcionam e então tem-se que combater, frente ao quadro, a morte das células cerebrais estimulando os receptores de canabinóides I, o que Becker conseguiu nos ratos.
O cientista conseguiu proteger as células nervosas através do sistema próprio de produção de canabinóides, e os animais, ainda que continuassem sofrendo surtos da doença, se recuperaram mais rapidamente.
Um efeito parecido parece possível no tratamento do Alzheimer, ainda que aí seja decisivo o emprego da substância em uma fase inicial, enquanto que a aplicação tardia pode inclusive piorar a doença.
Além disso, os pesquisadores informaram sobre a possibilidade de combater os ataques de epilepsia ativando os receptores de canabinóides no cérebro.
No entanto, assinalaram que não é preciso recorrer à maconha natural como medicamento, pois bastaria refrear a redução dos canabinóides próprios do organismo ou estimular os receptores mediante imitações da maconha.
Fonte: [ Imirante.com ]
Dia de campo discute plantas medicinais e aromáticas
11/07/2006 - 08:35
Marcelo Fernandes
Corumbá sediará amanhã, 12 de julho, o “1º Curso e Dia de Campo de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares”, que será realizado no canteiro da Infraero, no Aeroporto.
A capacitação vai apresentar a pequenos e médios produtores da região, a cadeia produtiva das plantas medicinais, aromáticas e condimentares ressaltando a importância da aplicação de técnicas de cultivo adequadas para obtenção de produtos de qualidade e evitando o extrativismo sem a reposição das espécies.
O curso terá uma parte teórica, no período da manhã, com a apresentação das seguintes palestras: “Introdução às plantas medicinais, condimentares e aromáticas”, “Identificação, manejo e melhoramento”, “Aspectos legais da comercialização”, “Cultivo e domesticação, colheita, pós-colheita e comercialização”, “Preservação e extrativismo”, além da mostra de um vídeo-documentário chamado “Plantas Medicinais: a experiência de moradores do distrito de Albuquerque”.
No período da tarde os participantes farão uma visita à Unidade Demonstrativa, dando início ao Dia de Campo, que vai mostrar na prática a experiência de uma horta de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, com instruções sobre compostagem, cuidados no preparo orgânico das mudas, colheita e pesagem do material vegetal.
Para todas as etapas do curso estarão presentes profissionais de várias instituições como: o Ibama, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Campinas (Unicamp), Emater do Paraná, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Embrapa Pantanal e Embrapa Transferência de Tecnologia. O curso é gratuito e tem capacidade para 100 pessoas. As inscrições estão abertas até o dia de hoje, 10. Informações pelo telefone (67) 3233-2430.
O evento é promoção da Embrapa Pantanal e do Escritório de Negócios de Campinas, da Embrapa Transferência de Tecnologia, (Brasília), em parceria com a Infraero, Prefeitura Municipal, Idaterra e Ibama. Com informações da Embrapa Pantanal.
Fonte: [ Corumbá Online ]
UCB desenvolve antibiótico a base de frutas contra infecções hospitalares
Bárbara Renault
Do CorreioWeb
Cientistas da Universidade Católica de Brasília (UCB) estão desenvolvendo uma pesquisa pioneira no Brasil. Há quatros anos, mais de 20 pesquisadores se dedicam à elaboração de um antibiótico a base de sementes de plantas para combater infecções hospitalares. Dos 20 tipos selecionados, três já apresentaram resultados positivos: maracujá, goiaba e feijão de corda. A expectativa é de que o produto seja comercializado com custos até 60% menores que o de antibióticos vendidos hoje no mercado.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Octávio Luiz Franco, os compostos descobertos nas sementes das frutas e do legume são eficientes no combate de bactérias e fungos causadores de graves infecções hospitalares. “As infecções são uma grande preocupação nos hospitais porque acabam levando à morte pacientes com baixa imunidade que estão lá por outros motivos. A nossa preocupação era criar um composto natural, eficaz, nacional e mais acessível”, afirma.
Nos testes já realizados, Franco conta que a semente do maracujá foi eficaz no combate ao fungo Aspergillus, causador da infecção pulmonar. Já a goiaba ataca duas bactérias causadoras de infecções renal e intestinal, a Klebsiella e a Proteus. O feijão de corda também mostrou-se eficaz nas infecções intestinais, inibindo a ação da bactéria Escherichia coli.
O pesquisador alerta que a fruta em si não causa os efeitos esperados. “É necessário uma dosagem muito alta para se obter os resultados. Os compostos devem antes passar por um processo de concentração”, explica. O grupo pretende comercializar o antibiótico em forma de pomadas e/ou cápsulas. “A nossa pretensão não é apenas transformá-lo em tratamento para as infecções. Mas também como agente preventivo. Por isso, criar uma pomada que servirá para esterilizar o ambiente, os objetos, e os equipamentos que entrem em contato direto com os pacientes”, complementa Franco.
Mercado
A previsão é de que o medicamento comece a ser vendido em três ou quatro anos. Franco justifica a demora com a necessidade de confirmar a segurança do remédio à população. “Já fizemos alguns testes em ratos. Mas para comercializar, temos que testar em seres humanos. Essa etapa ainda está sendo estruturada e a iniciaremos quando comprovarmos que é seguro em mamíferos”, explica.
Como o produto é totalmente natural, Franco acredita que a rejeição em humanos seja baixa. Os testes em humanos devem ser feitos na rede pública hospitalar do Distrito Federal e devem analisar os possíveis efeitos colaterais e alergias que podem causar.
Apesar de ainda estar em desenvolvimento, os pesquisadores da UCB já deram entrada no processo para patentear o antibiótico. A expectativa é de que os trâmites terminem em seis meses. “Já quisemos dar início a essa etapa porque já temos descobertas importantes. Não queremos a nossa pesquisa com méritos de outros”, comenta.
Pioneira
A pesquisa desenvolvida pela UCB é inédita no Brasil. Octávio Franco, também coordenador de Análise Proteômica e Bioquímica do Centro de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade, afirma que também não conhece pesquisas no mundo sobre antibióticos naturais. “Os antibióticos que existem hoje são à base de compostos secundários. Essa é a primeira pesquisa que temos conhecimento que tem como base a proteína. E é também a primeira que se baseia em sementes de plantas. Só não posso afirmar com certeza que é a única no mundo porque há muito material em estudo e não publicado”, declara Franco.
Além dos pesquisadores da Católica, outras setes instituições são parceiras na pesquisa: a Universidade de Havana em Cuba, a Universidade de La Trobe na Austrália, a Universidade de Los Angeles na Califórnia, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal do Ceará e a Embrapa.
De acordo com Franco, as parcerias foram essenciais para o desenvolvimento do projeto. “Hoje ninguém faz pesquisa sozinho. Os equipamentos são muito caros, há pesquisas que devem ser feitas em laboratórios específicos. Um exemplo é uma parceria que temos uma universidade da Austrália. A doutoranda Patrícia Pelegrini, integrante do grupo, conseguiu uma bolsa e está lá aprendendo como produzir o medicamento em larga escala”, exemplifica.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) são os órgãos federais que garantem o financiamento da pesquisa. Desde o início dos estudos, o CNPq já liberou mais de R$ 250 mil. “O incentivo é bom, mas ainda falta muito. O governo federal deveria investir mais em políticas para a ciência nacional. Temos muitas pesquisas boas para se transformar em produto”, finaliza Franco.






