Emater incentiva implantação de horta medicinal
A flora brasileira constitui uma fonte inesgotável de saúde. Há anos que o ser humano recorre a natureza para aproveitar sua riqueza na terapia contra diversas doenças. Em Rondônia, utilizando-se dos conhecimentos adquiridos com sua mãe e esta, com sua avó, Lolita Vicentine Padovane, moradora da Comunidade São Miguel, quilômetro 14, da BR-364, na cidade de Ji-Paraná, utiliza plantas medicinais e repassa seus conhecimentos na comunidade onde vive.
A utilização de plantas medicinais, a princípio era baseada apenas no conhecimento empírico. Atualmente, pesquisas científicas comprovam as propriedades medicinais de várias plantas. “Mas é preciso buscar sempre a orientação de profissionais da área para não cometer enganos”, diz a extensionista social Margareth Pereira da Silva Regalado, que assiste as mulheres da Comunidade São Miguel.
Observando o uso intensivo de plantas medicinais pelas mulheres naquela região, a Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) incentivou a implantação de uma horta medicinal comunitária. A horta foi implantada na propriedade de Lolita como unidade demonstrativa (UD).
Sua principal função está em ampliar os benefícios e promover maior intercâmbio de relações pessoais potencializando um processo de capacitação ao grupo envolvido. São cerca de 60 variedades de plantas indicadas nos mais diversos tipos de sintomas. Além de cultivar a horta junto com suas vizinhas, Lolita, sempre orientada pela extensionista da Emater, as ensina a preparar o produto para consumo, mas Margareth adverte: “ao contrário do que muitos imaginam, algumas plantas fazem mal à saúde e por isso não se deve fazer uso indiscriminado desta terapia”.
Para a extensionista social o trabalho que a Emater vem desenvolvendo com essa comunidade oferece aos agricultores familiares a oportunidade de resgatar seus valores culturais assegurando a melhoria da qualidade da saúde das famílias rurais. “Nosso objetivo já está sendo alcançado”, diz, salientando que as hortas medicinais estão se multiplicando na região e é cada vez maior o número de pessoas que se beneficia dessa terapia.
Principalmente entre as famílias de menor poder aquisitivo. Margareth conta ainda que essa atividade, desenvolvida em parceria com a comunidade, ganhou o 5.º premio de produtividade realizado pela Emater em 2005. Hoje o produto já está sendo comercializado em alguns pontos da cidade e gerando renda ao grupo.
Fonte: ASSESSORIA
disponível online em: [ RondoNotícias ]
Luiz Carlos Guedes Pinto para Agricultura
Da Folha News
30/06/2006 - 13h49 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta sexta-feira o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Guedes Pinto para assumir o Ministério da Agricultura em substituição a Roberto Rodrigues, que pediu demissão na última quarta-feira. A posse do novo ministro deverá ser na segunda-feira (3), às 17h.
Guedes Pinto ocupava a Secretaria Executiva do ministério desde dezembro de 2004 por indicação de Rodrigues. O secretário-executivo é uma espécie de vice-ministro e substitui o titular da pasta em caso de viagens internacionais, por exemplo.
Rodrigues e Guedes Pinto estiveram com o presidente nesta manhã no Palácio do Planalto, onde Lula apresentou o convite ao novo ministro e informou que a pasta teria um reforço no Orçamento de R$ 42,6 milhões. O valor será destinado para o programa de seguro agrícola.
O novo ministro disse que não irá fazer alterações na pasta e que recebeu do presidente Lula orientação para manter um bom relacionamento com a bancada ruralista no Congresso. “Me sinto honrado com o convite. É um desafio muito grande substituir o ministro, uma das figuras mais preparadas”, disse.
Já o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) afirmou que o novo ministro “vai assumir mesma linha técnica e política” empregada por Roberto Rodrigues, “não havendo nenhuma ruptura”. Também eram cotados para assumir o ministério o presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, e os secretários do ministério Ivan Wedekin (Política Agrícola) e Linneu Costa Lima (Produção e Agroenergia).
MST
O principal empecilho à indicação de Guedes Pinto era suas ligações com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Guedes foi presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, que tem ligações históricas com os movimentos sociais do campo. Nos tempos de professor da Unicamp, atuava como uma espécie de conselheiro intelectual do MST. Preocupados com um aprofundamento da reforma agrária, ruralistas afirmaram nos últimos dias que Guedes Pinto não tem o peso político que o cargo exige e que devem intensificar os ataques ao governo com sua indicação, já que não há mais o constrangimento da presença no cargo de Rodrigues, tido como competente.
Em abril de 2005, Lula prometeu ao MST editar uma portaria que atualizaria todos os índices de produtividade usados por técnicos do Incra para verificar se um imóvel rural é ou não improdutivo. Com os novos índices, o número de áreas consideradas improdutivas cresceria, o que aumentaria também a quantidade de fazendas desapropriadas para o assentamento de sem-terra.
Engavetada
Para tranqüilizar o setor, Lula manterá essa portaria engavetada e usará o exemplo da economia. Lembrará aos fazendeiros que a substituição de Antonio Palocci Filho por Guido Mantega no Ministério da Fazenda não modificou os compromissos e os rumos da política econômica do governo.
Por outro lado, a indicação de Guedes Pinto deve agradar, além do MST, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Com Guedes no comando, a expectativa é que a agricultura familiar seja tratada como a agricultura patronal, com as mesmas prioridades para pesquisas na Embrapa e nas negociações de comércio exterior.
Também deve haver uma reaproximação dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura. Houve um caso recente e emblemático no qual Miguel Rossetto (ex-ministro) e o ministro demissionário Roberto Rodrigues ficaram em salas separadas durante reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Saída de Rodrigues
Rodrigues, que estava no governo Lula desde o começo, há três anos e meio, havia manifestado no passado seu descontentamento com a política econômica do governo federal e com a falta de apoio do governo para ao menos minimizar a crise vivida pela agricultura.
O setor agrícola entrou em crise no ano passado devido à queda da cotação do dólar – que reduz a competitividade de exportações brasileiras- e à seca na região Sul. Ao mesmo tempo em que rejeita mexer no câmbio e desvalorizar o real, neste ano o governo anunciou um pacote que pode alcançar R$ 75 bilhões em ajuda aos produtores rurais.
O valor inclui R$ 50 bilhões em crédito para a nova safra e R$ 10 bilhões para a agricultura familiar, além da prorrogação de dívidas já contraídas por agricultores.
O pacote foi considerado tímido por ruralistas, que defendiam também mudanças no câmbio, redução de juros e renegociação de mais dívidas.
Aftosa
O ministro também não escondeu seu descontentamento no passado após o surgimento de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná. Rodrigues já havia alertado sobre a possibilidade de descoberta da doença, mas a equipe econômica, na época liderada pelo ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda), recusou a liberação de recursos para a prevenção.
Fonte: [ CorreioWeb ]
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Quem é Luis Carlos Guedes Pinto?
A Embrapa responde:
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O Conselho de Administração, instalado no fim de 1997, tem a função fundamental de canalizar, para a Embrapa, as visões da sociedade quanto ao papel institucional da Empresa, contribuindo, assim, para que a Instituição defina suas macropolíticas e negocie os meios para implementá-las. A estrutura do conselho é simples e ágil; conta com um presidente, um vice-presidente, quatro membros indicados e um secretário-geral, apresentados a seguir:
Presidente
Luis Carlos Guedes Pinto - engenheiro agrônomo, formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (1956). Fez doutorado em 1973, na Universidade Estadual de Campinas e pós-doutorado na Universidade Federal de Córdoba (Espanha) em 1991. Atualmente é Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Na Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo foi membro do Grupo de Implantação do Sistema de Planejamento da Assistência Técnica (1970), Coordenador de Planejamento, Chefe de Gabinete do Secretário e posteriormente Secretário da Agricultura (década de 80).
No Governo Federal foi Assessor do Ministro da Agricultura, membro do Grupo de Implantação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa e Chefe da Assessoria Técnica e do Gabinete do Presidente da referida Empresa. De janeiro de 2003 a dezembro de 2004 esteve a frente da Companhia Nacional de Abastecimento como Presidente.
Também foi sócio fundador, diretor e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, membro do Conselho Curador da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo – ITESP e do Conselho Curador da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – SEADE (1999 a 2003 ) e pró-reitor de Desenvolvimento Universitário da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (1998 a 2001).
Publicou dezenas de artigos, diversos capítulos de livros e proferiu centenas de conferências e palestras no país e no exterior, sobre temas relativos à política agrícola e questão agrária, área de sua especialização.
Fonte: [ Embrapa ]






