Estudo fortalece correlação entre pesticidas e Parkinson

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 29 de Junho de 2006 @ 21:43

Por Karen Schroc

Pessoas expostas a pesticidas têm probabilidade 70% maior de desenvolver o mal de Parkinson do que aquelas que não entram em contato com tais substâncias químicas, segundo um novo estudo. Os resultados sugerem que qualquer exposição a pesticidas, seja por atividade profissional ou não, aumenta o risco de uma pessoa desenvolver a doença. Isso significa que usar pesticidas em casa ou num jardim pode produzir efeitos tão nocivos quanto trabalhar com as substâncias químicas numa fazenda ou como controlador de pragas.

A pesquisa, publicada na edição de julho de Annals of Neurology, apresenta as mais fortes evidências, até hoje, do vínculo entre exposição a pesticidas e o mal de Parkinson. O estudo envolveu mais de 143.000 homens e mulheres que responderam minuciosos questionários sobre seus estilos de vida a partir de 1982, e pesquisas de acompanhamento durante o ano de 2001. Todos os pesquisados não exibiam quaisquer sintomas no início do projeto, quando foram indagados sobre sua profissão e exposição a materiais possivelmente nocivos. Ao longo dos anos, 413 dessas pessoas desenvolveram casos confirmados do mal de Parkinson, com maior incidência da enfermidade nas pessoas que conviveram com pesticidas.

“Mesmo baixas doses de exposição a pesticidas foram associadas a substancial aumento no risco de manifestação do mal de Parkinson”, diz Alberto Ascherio, da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e autor principal do estudo. “Creio que essa é uma razão para sermos cuidadosos em relação ao uso de pesticidas em geral”.

Embora as causas do mal de Parkinson não sejam bem compreendidas, há muito tempo suspeitava-se que fatores ambientais desempenham um grande papel. Estudos com animais têm mostrado que compostos químicos usados em pesticidas podem causar uma degeneração dos neurônios produtores de dopamina. No mal de Parkinson, uma carência deste neurotransmissor provoca as anormalidades motoras características da doença, como tremores e rigidez muscular.

Estudos anteriores em pequena escala com humanos haviam sugerido um nexo entre pesticidas e o mal de Parkinson, mas esse novo estudo é o primeiro a estabelecer uma clara correlação numa grande população de pacientes.

Os pesquisadores também buscaram vínculos entre o mal de Parkinson e outros contaminantes ambientais, entre eles amianto, poeira de carvão, emissões de motores a combustão, formaldeído e material radioativo. Entretanto, eles não encontraram correlações entre a doença e quaisquer materiais além de pesticidas.

Devido à formatação dos questionários, o estudo não foi capaz de precisar em que medida a freqüência, duração ou intensidade da exposição a pesticidas afetaram a incidência do mal de Parkinson. O próximo passo, segundo Ascherio, é identificar que classe de substâncias químicas está efetivamente causando a doença, para que as pessoas possam reduzir sua exposição a elas.

Fonte: Scientific American

Mandaguari sedia encontro internacional de bonsai

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 29 de Junho de 2006 @ 14:35

Acontece neste final de semana em Mandaguari a 10ª edição do encontro de bonsai promovido pelo Bonsai Center Romagnole. Os destaques do evento serão os mestres internacionais Horst Krekleler, da Alemanha, e Salvatore Liporace, da Itália. Também estarão presentes outros professores do Brasil, Argentina e Itália.

Confirmaram presença participantes de todas as regiões do Brasil, do Chile e da Argentina. Durante dois dias os participantes irão trocar experiências e aprimorar os conhecimentos sobre o assunto. Embora se trate de uma arte milenar, a cada ano os mestres internacionais trazem novidades sobre o cultivo e as técnicas de poda das plantas.

Fonte: [ Maringá News ]

Portugal: Lagos decreta guerra aos transgénicos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 29 de Junho de 2006 @ 14:31

O município resolveu proibir o cultivo de plantas geneticamente modificadas no concelho, recomendando às restantes autarquias algarvias o mesmo exemplo.

O município entende que o cultivo de pantas transgénicas representa uma “poluição genética irreversível” com consequências potencialmente graves, ao mesmo tempo que denuncia a falta de estudos para o equilíbrio ecológico dos ecossistemas.

A tomada de posição surgiu após uma moção aprovada por unanimidade esta segunda-feira, na reunião da assembleia municipal de Lagos.

“O cultivo destas plantas também levanta problemas legais, sociais e éticos que ainda não foram suficientemente discutidos a nível internacional”, aponta a moção.

O documento lembra ainda que a recomendação da Comissão Europeia sobre regras para o desenvolvimento de estratégias nacionais de coexistência de plantas transgénicas com a agricultura convencional e biológica aponta para a necessidade de se tomarem medidas de âmbito local, como forma de levar em consideração as especificidades de cada região.

“A afirmação internacional da região algarvia enquanto destino turístico de qualidade superior, onde a preservação do ambiente e biodiversidade é fundamental, pode estar em causa pelo cultivo dessas plantas”, lembra a moção.

No Algarve ainda não se conhecem cultivos de plantas geneticamente alteradas, embora já haja algumas plantações no concelho de Odemira, no Alentejo.

“Não houve ainda qualquer inscrição no Algarve, nem para cultivo nem para venda”, assegurou Castelão Rodrigues, ao Observatório do Algarve.

O Director Regional de Agricultura sublinhou também que a entidade que dirige está atenta ao problema, embora ainda não exista legislação específica sobre a forma como aquelas culturas devem ser feitas. “É um mundo ainda desconhecido”, admitiu.

Por isso, a assembleia municipal de Lagos entendeu declarar, desde já, na área do município, a proibição de cultivo de transgénicos.

Os deputados municipais vão iniciar contactos para o Lagos entre na Rede Europeia de Regiões Livres de Transgénicos, da qual fazem várias regiões do ‘Velho Continente’.

Lagos vai ainda solicitar à Junta Metropolitana do Algarve (AMAL) uma tomada de posição sobre o assunto, “no melhor interesse do desenvolvimento da economia regional” e “protecção da agricultura tradicional biológica, como sector estratégico”.

Produção de milho transgénico está autorizada em Portugal

Desde Setembro de 2005 que a produção está aprovada em Portugal, quando a Comissão Europeia autorizou o cultivo de 17 variedades de milho transgénico.

O diploma que regulamenta o cultivo de organismos geneticamente modificados (GM) foi publicado em Diário da República e visa garantir a coexistência com as culturas convencionais, impondo uma distância mínima de 200 metros entre áreas de cultivo, e os modos de produção biológicos (300 metros).

O Decreto-Lei nº 160/2005 acentua o “princípio de precaução” e impõe aos interessados a obrigação de participar em acções de formação específicas, notificar a organização de agricultores ou a Direcção Regional de Agricultura da sua área e comunicar a sua intenção, por escrito, aos agricultores vizinhos.

A Direcção-Geral de Protecção das Culturas (DGPC) será responsável pela elaboração e actualização das normas técnicas para o cultivo dos OGM e deverá pôr em prática um plano de acompanhamento da aplicação das normas agora fixadas.

Às direcções regionais de agricultura compete o controlo e inspecção das explorações agrícolas que cultivem OGM.

Fonte: [ Observatório do Algarve ]

Lista indica 675 espécies ameaçadas de extinção só no Estado do Pará

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 29 de Junho de 2006 @ 14:29

kaxiAna

Os cientistas já começam a medir o tamanho do prejuízo ecológico provocado pelo desmatamento na Amazônia. Hoje e amanhã, pesquisadores do Museu Goeldi e da organização ambientalista Conservação Internacional se reúnem na sede do museu, em Belém, para fechar a lista de animais e plantas considerados ameaçados de extinção no Pará, que passará a ser o primeiro estado da Amazônia brasileira a ter a chamada lista vermelha.

Os pesquisadores convidados terão como documento base para análise a Lista de Espécies Candidatas formulada por uma equipe de cientistas do Museu Goeldi, da Conservação Internacional, do Instituto Butantã e do Ibama. Nesta lista, estão relacionadas 675 espécies de plantas e animais encontradas no Pará que se encontram sob algum tipo de risco de extinção.

As espécies avaliadas preliminarmente estão distribuídas nos grupos biológicos de aves, répteis e anfíbios, mamíferos, invertebrados, peixes e plantas superiores. Segundo o Museu Goeldi, os formuladores da Lista enquadraram as espécies da fauna e flora nas diversas categorias de ameaças de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), organização mundial que estabelece as diretrizes e critérios para elaboração das listas de espécies ameaçadas.

Entre as espécies avaliadas, algumas estão claramente sob grande risco. É o caso da arara azul grande (Anodorhyncus hyacinthinus), que já consta da Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e que no Pará ainda é pouco estudada, e o pássaro dançador de coroa dourada (Lepidothrix vilasboasi), exclusivo do território paraense, cuja ocorrência é restrita à região da BR-163 (rodovia Santarém-Cuiabá).

No parque zoobotânico do Museu Goeldi, podem ser encontradas algumas das principais espécies candidatas para a lista vermelha. Além da arara azul, são candidatos a entrar na lista a ararajuba, macaco-aranha, gavião real, onça-pintada e peixe-boi. Entre os vegetais, há pelo menos 11 espécies na lista da extinção, que são o mogno, cedro, castanheira, acapu, pau rosa, copaíba, virola, visgueiro, ipê-amarelo, jatobá e maçaranduba. A lista completa pode ser consultadas na internet, através do endereço www.sectam.pa.gov.br/especiesameacadas/

A formulação da Lista é um dos resultados do Projeto Biota Pará, uma parceria do Museu Goeldi (MPEG) com a organização ambientalista Conservação Internacional. De 2003 a 2005, as duas instituições se debruçaram sobre o Centro de Endemismo Belém, o setor mais desmatado da Amazônia. A parceria do estudo foi complementada com a adesão da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Pará (Sectam), que garante ao trabalho técnico de formulação da Lista a transformação desta em política pública.

Com a pesquisa, o Pará passa a ser o sétimo estado brasileiro a ter sua Lista de Espécies Ameaçadas, com a indicação mais precisa de como anda a perda da diversidade biológica. “Ao trazer a distribuição das espécies ameaçadas, a lista oficial nos permitirá determinar as chamadas áreas críticas para a biodiversidade, que são aquelas com alta concentração de espécies ameaçadas de extinção. E estas áreas devem ser incorporadas no plano de Zoneamento Ecológico Econômico do estado, possivelmente como zonas de conservação”, informou José Maria Cardoso da Silva vice-presidente de Ciências da CI–Brasil.

Além do Museu Goeldi e da Conservação Internacional , participam do workshop em que será determinada a lista de espécies ameaçadas de extinção o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantã, a Universidade de Brasília (UNB), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o Ibama, o Centro de Estudos Superiores do Pará (CESUPA), a Embrapa Amazônia Oriental, o Museu de Zoologia da USP, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Imazon, a SECTAM e a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex).

Fonte: [ 24H News ]

Trabalho de pesquisadores é dificultado por controle, diz diretor do Ibama

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 29 de Junho de 2006 @ 14:16

Os procedimentos atuais que regulamentam o acesso dos cientistas a recursos genéticos (moléculas de plantas e de animais) e aos conhecimentos tradicionais associados (saberes de determinado grupo humano, transmitidos oralmente por gerações) são frutos de uma perspectiva de controle, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores.

A avaliação é do diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rômulo Melo, que hoje (28) fez uma palestra sobre o tema, no Primeiro Encontro Amazônico de Direito Ambiental.

“Nós entendemos que a pesquisa é crucial para a proteção ambiental. Nós só vamos conseguir proteger a nossa biodiversidade se a conhecermos”, argumentou. “Não podemos tratar o pesquisador de forma genérica, mas como um parceiro. Há, claro, desvios de conduta, mas eles devem ser tratados como exceção”.

Segundo Melo, o Ibama está desenvolvendo um sistema informatizado para a autorização de coletas de plantas e animais, feitas hoje por meio de abertura de processos. “Com isso, o pesquisador poderá pedir a licença de pesquisa pela internet. E parte dessas análises, em casos mais simples, se dará por um programa de computador”, contou. “Mesmo quando for necessária a análise por técnicos, o cientista receberá a licença na sua máquina, sem precisar sair de casa ou do escritório”.

O novo sistema será testado a partir de outubro, com simulações de pedidos de autorização feitas por algumas instituições de pesquisas. De acordo com Melo, até o fim do ano ele estará funcionando normalmente.

O Primeiro Encontro Amazônico de Direito Ambiental é uma iniciativa da Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa), da qual participam cerca de 250 pessoas. As palestras e debates terminam amanhã (29), em Manaus.

Fonte: Agência Brasil