UNI-BH: Formas alternativas de produção de energia

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Junho de 2006 @ 23:52

Enquanto, no Brasil, alguns cientistas buscam a auto-suficiência no que se refere ao petróleo, outros pesquisam formas alternativas para produzir energia, sobretudo por meio de fontes inesgotáveis. É o caso do professor do Uni-BH Sérgio Duarte Segall, que desenvolve um trabalho sobre o biodiesel, combustível produzido a partir de óleos vegetais. Em sua pesquisa, que está sendo desenvolvida juntamente com alunos da iniciação científica do Uni-BH, o professor concluiu ser possível simplificar o processo de produção do biodiesel para utilização em geradores a diesel, o que facilitaria a implantação de pequenas usinas em regiões do país onde ainda não existe luz elétrica.

A relevância do estudo fez com que Segall fosse convidado para participar do “I Seminário de Monitoramento dos Projetos Piloto com Energias Renováveis para Atendimento a Comunidades Isoladas”, patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Ministério das Minas e Energia (MME), realizado em Brasília nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2006, no qual falou sobre as alternativas para levar energia às comunidades carentes. De acordo com informações do professor, mais de 30% da população da região da Amazônia Legal não possui energia elétrica. “É difícil construir grandes usinas hidroelétricas nessas regiões, até mesmo por questões ambientais”, salienta.

Segundo o pesquisador, a forma mais comum de produzir o biodiesel exige uma rigorosa preparação dos óleos vegetais. “É preciso, dentre outras coisas, controlar o nível de acidez. Essa preparação significa custo elevado”, explica. No entanto, o trabalho desenvolvido por ele mostra ser possível chegar ao biodiesel com óleos de baixa qualidade, utilizando uma enzima no processo, o que representaria uma significativa redução nos custos. “Com esse método, é possível que, nos locais onde ainda não existe energia elétrica, a população se organize em cooperativas e crie microusinas para a produção do biodiesel”, informa. O professor acrescenta que, desta maneira, seria gerada não apenas energia, como também emprego para as comunidades carentes.

O Ministério das Minas e Energia já reconheceu o pioneirismo e a qualidade do trabalho do professor Sérgio Segall. Esse reconhecimento veio em forma de um convite, para que o docente estude formas de produzir o biodiesel em regiões do norte de Minas que ainda não possuem energia, dentro do programa Luz para Todos. “É uma região potencialmente rica em plantas oleaginosas, como o pequi, por exemplo”.

Sérgio Segall é bioquímico, mestre em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutor em Química Orgânica pela UFMG.

Fonte: [ Universia Brasil ]

Nova publicação aborda pragas do solo no Brasil

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Junho de 2006 @ 23:49

Embrapa

“Pragas de solo no Brasil” é o título de um novo livro lançado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fecotrigo). A publicação aborda conceitos, conhecimentos e tecnologias sobre insetos-praga em agricultura, abrangendo lavouras extensivas, frutíferas e pastagens.

A obra está estruturada em capítulos gerais, que contemplam aspectos conceituais, relações das pragas com o meio físico e biológico, e, em capítulos específicos, classificação, descrição, bioecologia, importância econômica, controle e manejo para algumas das principais pragas de solo que ocorrem no Brasil.

Um dos autores de capítulos é o pesquisador Paulo Afonso Viana, do Núcleo de Manejo de Fatores Bióticos em Agroecossistemas (NBio) da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). O capítulo 13 intitulado “Lagarta-elasmo” trata de uma lagarta que causa sérios danos a diversas culturas de importância econômica, como milho, cana-de-açúcar, trigo, soja, arroz, feijão, sorgo, amendoim e algodão, principalmente. No milho, por exemplo, segundo o pesquisador, a praga pode infestar até 70% das plantas de uma lavoura, quando as condições são favoráveis à biologia do inseto.

De acordo com a apresentação publicada pelos editores (José Roberto Salvadori, Crébio José Ávila e Mauro Tadeu Braga da Silva), o livro representa décadas de dedicação de pesquisadores e outros profissionais no desenvolvimento de conhecimentos e tecnologias sobre o tema e que vem preencher uma lacuna na literatura especializada nacional. Em seu conteúdo, “Pragas de solo no Brasil” tem a contribuição de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, empresas estaduais de pesquisa e universidades. Um exemplar da publicação está disponível na biblioteca da Embrapa Milho e Sorgo.

Fonte: [ Cosmo Agronegócios ]

Agrônomo tem amplo campo de atuação no país

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Junho de 2006 @ 23:46

Extensão terrirorial brasileira coopera para as atividades do profissional

Avaliar empréstimo bancário, saber as etapas do processamento industrial, entender de economia. Essas atividades, que mais parecem funções de alguém ligado à área administrativa, são nada menos do que parte do amplo campo de trabalho de um profissional que ainda tem muito o que crescer: o agrônomo.

Se antes o que se entendia de agrônomo era apenas alguém que sabia manejar plantas e tinha conhecimento do solo, hoje o profissional tem que entender de todas as etapas da produção, desde planejamento, fertilização, plantação, colheita, armazenamento, processamento industrial, até o marketing e comercialização, avaliação de empréstimo bancário e bolsa de mercadorias.

É o agrônomo que desenvolve pesquisas e técnicas para melhor aproveitamento do solo, têm conhecimento das safras, trabalha com genética e no melhoramento de alimentos, desenvolve mecanismos para prevenir pragas nas culturas de feijão, arroz etc.

O profissional pode trabalhar com extensão, que lida mais com a assistência técnica e produção; pesquisa e educação. Normalmente quem procura a profissão vem do interior ou já é acostumado a lidar com a terra. Mas também existem aqueles que gostam do trabalho, e não desejam necessariamente trabalhar no campo, podendo se especializar e trabalhar com pesquisas em universidades ou laboratórios, com biotecnologia, fitopatologia, genética, socioeconomia etc.

O agrônomo também pode atuar na administração de fazendas e cooperativas, empresas de consultoria, empresas de insumos e de alimentos, secretarias de abastecimento, agronomia e meio ambiente, bancos com crédito agrícola, sindicatos rurais e órgãos de pesquisa dos governos federal e estadual.

O profissional precisa ser graduado em Agronomia, curso que tem uma duração média de 5 anos, e que em Belém é oferecido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), com um total de 150 vagas.

‘O melhor da profissão é ter um conhecimento geral sobre tudo, sobre todas as áreas, coisa que nem toda profissional oferece. O agrônomo tem noção de clima, direito, engenharia, mercado externo e interno. A Agricultura é o alimento do futuro’ diz Romão Kobayashi, agrônomo há mais de 30 anos.

A remuneração, que varia de acordo com as especializações e função, pode chegar até R$ 12 mil, no cargo de pesquisador com doutorado. ‘O ideal é não ficar só no básico, na graduação, pois as chances aumentam quando se tem mestrado ou doutorado’ disse o Romão, que trabalha com pesquisas e é reponsável por quatro projetos.

Mestrado

A mesma opinião têm José Amir Lima de Souza, agrônomo há 6 anos, e que já têm mestrado em biologia vegetal. ‘Hoje ter o mestrado é muito importante, e ainda é pouco. Há uns 15 anos atrás, um agrônomo que tivesse somente graduação conseguia emprego. Hoje não é bem assim, qualquer emprego está mais difícil. Embora exista trabalho pra quem é bom profissional, é preciso sempre buscar mais, pra ficar à frente, principalmente quando se vai prestar concurso público’ diz.

Para um país com a extensão territorial do Brasil, a pecuária, e a expansão da agricultura, a profissão só tende a crescer. ‘Como o campo de trabalho é vasto, é possível trabalhar em áreas que vão desde economia agrícola, até pesquisa, produção. A maior dificuldade ainda é o salário, que pode melhorar muito.’ disse o agrônomo, responsável pela manutenção do acervo vegetal do Museu Emílio Goeldi, uma função que, de acordo com ele, é bem parecida com a de um engenheiro florestal.

As Organizações Não Governamentais (Ongs) também solicitam os serviços do agrônomo, e normalmente buscam especialistas em silvicultura, para a criação de projetos de reflorestamento e preservação ambiental.

Para quem deseja investir na profissão, uma dica. ‘As pessoas que têm predisposição para trabalhar com a terra, com a vida animal, podem investir na profissão. Acredito que daqui pra frente, principalmente devido a questão da fome no mundo, quem dominar o conhecimento na área terá sucesso na profissão’ concluiu José Amir.

Fonte: [ O Liberal ]

Noruega inicia construção de banco mundial de sementes

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Junho de 2006 @ 23:37

O objetivo é assegurar a continuidade das espécies agrícolas e do ser humano

EFE

OSLO - A Noruega iniciou nesta segunda-feira a construção de um depósito mundial de sementes em Svalbard, no Oceano Ártico, para assegurar a continuidade das espécies agrícolas e também do ser humano, em caso de catástrofes naturais, guerras nucleares ou sabotagens terroristas.

Este projeto conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), da América Latina, da África e da Europa.

“A instalação será nossa última rede de segurança”, disse o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, ao inaugurar o início da construção, no arquipélago de Svalbard, no meio do Oceano Ártico.

A Universidade de Biotecnologia e Meio Ambiente de Aas, no leste da Noruega, ficará responsável pela construção deste depósito mundial.

Svalbard foi escolhida por ter ótimas condições climáticas, segundo o ministro de Agricultura norueguês, Terje Riis-Johansen.

O político disse ainda que o local preservará a herança genética de milhares de plantas, caso alguma catástrofe natural ou humana, a mudança climática ou a guerra nuclear destruam as plantações mundiais. “Será uma espécie de ´Arca de Noé´”, declarou Riis-Johansen.

O depósito do Ártico armazenará 3 milhões de amostras genéticas, procedentes de 11 instituições de países como Colômbia, México, Índia, Filipinas e Quênia, onde sementes de mandioca, feijão, milho e trigo já estão protegidas.

Segundo fontes norueguesas, as sementes, enterradas a mais de 10 metros, serão mantidas em caixas-pretas, a uma temperatura natural de seis graus negativos e um sistema de refrigeração artificial que pode chegar a 18 graus negativos, caso a temperatura externa aumente.

A câmara, com 54 metros de comprimento e 6,2 metros de altura, será cavada em uma montanha de pedra, à prova de atividades vulcânicas, sísmicas, radiação e ao aumento do nível do mar.

Uma cerca de alta segurança, equipada com câmeras de televisão e detectores de movimento, além de agentes de segurança noruegueses e até ursos polares impedirão o acesso ao tesouro biogenético e frustrarão possíveis sabotagens.

O banco não poderá ser utilizado para pesquisa científica. Sua construção custará cerca de 30 milhões de coroas (US$ 5 milhões), mais futuras despesas de manutenção.

A transferência de sementes de um país à base biológica de Svalbard será regida por um acordo entre o governo norueguês, proprietário do banco, e o do doador, dono do material genético.

Cada país fornecerá sementes procedentes de seus próprios bancos genéticos, em caixas-pretas cujo conteúdo não será examinado. Com isso, a folha de coca e a papoula do ópio podem ser guardadas também, por serem “plantas agrícolas”.

A iniciativa do banco de sementes nasceu em 1983, quando a FAO aprovou o Compromisso Internacional sobre Recursos Fitogenéticos.

A idéia foi tomando corpo a partir de 1992, ao ser promulgada a Convenção sobre Diversidade Biológica do Rio de Janeiro e ganhou vida em 2004, com a entrada em vigor do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura.

Por unanimidade, ministros da Agricultura de 70 países chegaram a um acordo no último dia 14 em Madri, para a assinatura desse Tratado.

A abertura da base de Svalbard está prevista para setembro de 2007.

Fonte: [ Estadão ]