Drogas: legalizar, tolerar ou proibir

Enviado em Artigos, Cannabis de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 21:36

Francisco Ribeiro Tavares*

Delegacia de repressão a entorpecentes, Divisão de repressão a entorpecentes, Coordenação de repressão a entorpecentes, Departamento de Narcóticos, e muitos outros cargos e funções de nomes pomposos. É o que rendeu até agora a luta especializada da polícia contra o tráfico de drogas. Milhares de cruzeiros, cruzados, reais e até dólares, gastos neste combate. Dezenas de policiais mortos, feridos, acuados ou corrompidos na luta diária contra as drogas.

Ah, não sejamos injustos, muita estatística também foi produzida por vários envolvidos nesta luta. Estatísticas estas todas tristes, mais ainda, estarrecedoras e desconcertantes. Tantos milhões de viciados e entre esses um alto percentual de soropositivos contaminados pelo compartilhamento de seringas. Tantos milhões de dólares aplicados no combate aos entorpecentes, em vez de em casas populares, geração de empregos, saneamento básico, etc.

Infelizmente não pára por aí, colecionamos ainda outros dados alarmantes, como por exemplo um número enorme de jovens e pais de família viciados, muitos policiais confusos, desviados, corrompidos, feridos ou mortos, pelo poder dos cartéis das drogas. Vidas inocentes ceifadas ou abreviadas por balas perdidas ou em confrontos com rivais. E, o que torna ainda mais improfícua toda a ação antidrogas, o poderoso aparato de apoio ao crime montado nas entranhas da própria polícia, do Ministério público, do Judiciário, das instituições financeiras, e até do Poder Legislativo em todos os níveis, que revive os Judas e os lobos em pele de cordeiro.

Em artigo publicado em julho de 2001, a conceituada revista The Economist cita que, apesar de os EUA gastarem de 35 a 40 bilhões de dólares ao ano, do contribuinte americano, no combate às drogas, o preço da cocaína e da heroína, caíram pela metade nas décadas de 1980 e 1990, o que significa que aumentou a oferta. Não é de todo descabida a desconfiança de que a superpotência americana usa o proibicionismo extremo das drogas apenas como uma desculpa para intervir, às vezes militarmente, em países como Colômbia, Bolívia, Peru, Afeganistão, Turquia, e manter assim sua influência global.

No entanto, afortunadamente o ser humano sofre de otimismo crônico e todos ficam tranqüilizados ao ouvir que agora o crime organizado está sendo enfrentado da forma correta, através do combate globalizado à lavagem de dinheiro. Longe de nós querermos ser agourentos, mas não conseguimos nos furtar à seguinte reflexão: será que o dinheiro sujo do crime e o dinheiro sujo da corrupção não usam as mesmas lavanderias? Será que os políticos e poderosos deixariam que se aprofundasse uma investigação que desvendasse suas artimanhas?

O certo é que a droga é motivo de guerra e destruição desde final do século XIX com a Guerra do Ópio, que terminou com a China entregando Hong-Kong à Inglaterra por 150 anos, como compensação por ter destruído 1300 toneladas de ópio da Índia, então colônia inglesa. Mais tarde, em 1909, na Conferência de Xangai, várias nações reunidas decidiram pela proibição da produção do ópio, proibição esta não muito obedecida. A China procurou então, apoio nos já influentes Estados Unidos da América, através da Liga das Nações, e foi convocada em 1911 a Convenção de Haia.

A China pretendia obter na Liga das Nações uma resolução que proibisse a Inglaterra de continuar produzindo ópio em suas colônias asiáticas. Isso demonstra, desde aqueles tempos, como a questão das drogas se mistura com economia e política, na presteza com que os Estados Unidos apoiaram a pretensão chinesa, que atingiria uma importante fonte de renda e poder do Império Britânico. A Inglaterra, então, para não perder sozinha, exigiu que fossem incluídos nas discussões os derivados do ópio, como a morfina, a heroína e a codeína, e também a cocaína. A Convenção de Haia se encerrou em janeiro de 1912 com a proibição da cocaína, do ópio e de seus derivados, excetuando-se desta proibição a codeína, que tem largo uso medicinal. Não é à toa que a década de 1920, quando efetivamente entrou em vigor a Convenção de Haia, ficou marcada pelo surgimento de grupos criminosos violentos e organizados, a maioria deles ligados ao comércio de drogas.

Têm surgido, atualmente, em todos os continentes, vários movimentos anti-proibicionismo, alguns defendendo a liberação ou a descriminalização do uso da maconha, outros o mesmo tratamento só que para todas as drogas atualmente proibidas. E há ainda os que defendem não só a descriminalização mas a legalização total de todas as drogas.

Todos os que defendem essas posições se apóiam em argumentos interessantes. Como já citado antes, em que pese o volume sempre crescente de recursos gastos no combate às drogas, essas se disseminam em progressão geométrica pelo mundo, o que nos evoca a figura mitológica da Hidra de Lerna, que ao ter uma de suas cabeças cortadas, imediatamente a recriava. Os adeptos da liberação defendem ainda, que a proibição cria o “efeito do fruto proibido”, fazendo crescer o consumo principalmente entre os jovens. Outro tema largamente discutido, inclusive em meios acadêmicos e jurídicos, é o destino dado aos recursos arrecadados pelo tráfico de drogas. Sendo dinheiro de origem ilícita, obviamente não circula pelos canais da economia, alimentando o crime organizado como um todo, a corrupção policial e do judiciário, e mesmo financiando campanhas de políticos comprometidos com os interesses de seus financiadores.

O fato é que o tráfico de drogas, entre outros fatores, insufla a violência e a criminalidade, trazendo insegurança generalizada à sociedade. Após quase um século da implementação das proibições da Convenção de Haia, não há muito a comemorar quanto aos benefícios trazidos por ela. O volume de drogas consumido cresce a cada ano, novas drogas sintéticas de efeito maléfico impressionante no organismo surgem constantemente. Uma intervenção militar e policial não declarada dos EUA na Colômbia, não foi capaz de erradicar os plantios de coca e papoula na região, tendo como resultado mais comemorado a prisão e a morte de Pablo Escobar, o que serviu apenas para fazerem surgir novas lideranças e novos cartéis, mais modernizados e organizados, como a Hidra da mitologia.

Diversas personalidades políticas e intelectuais pelo mundo, acenam com a necessidade de ao menos repensar o atual sistema de repressão às drogas. Em recente solenidade comemorativa dos 200 anos da Universidade de Antioquia na Colômbia, que contou com a presença do presidente Álvaro Uribe, o escritor colombiano Garcia Márquez disse “…não é imaginável o fim do tráfico sem que se produza a legalização do consumo”. Em outro documento intitulado “À Pátria amada, ainda que distante”, o mesmo Garcia Márquez defende que “não é possível imaginar o fim da violência na Colômbia sem a eliminação do narcotráfico, e não é possível imaginar o fim do narcotráfico sem a legalização da droga, mais próspera a cada instante, quanto mais é proibida”.

Em recente artigo intitulado “A droga e a dependência da ONU”, Walter Fanganiello Maierovitch, ex Secretário Nacional Anti-drogas, e conhecido adversário do proibicionismo extremo da política americana conhecida como “War on Drugs”, guerra às drogas, cita relatório da ONU que estima uma movimentação anual de US$400 bilhões do tráfico de drogas, mais US$ 290 bilhões do tráfico de armas”, e diz que todo esse montante circula pelos canais internacionais de lavagem de dinheiro. Maierovitch cita ainda, o desconforto e isolamento dos representantes americanos nos órgão multilaterais da ONU que lidam com a questão das drogas, e em seus relatórios criticam asperamente as ONG’s que procuram introduzir políticas de redução de danos, que segundo eles seria um passo em direção à legalização.

Walter Maierovitch se refere ainda, a novas políticas que têm sido implementadas por diferentes países europeus, como Inglaterra, Alemanha, Holanda, Suíça, Espanha, e até pelo Canadá, na direção de uso medicinal e terapêutico de drogas como a heroína e a maconha. Há ainda, casos como a Inglaterra e o Canadá que aprovaram leis descriminalizando o porte de pequenas porções de maconha. Alguns destes países adotaram, como medida sanitária, as narcossalas (safe injection rooms), como uma forma de ter um local especial para o uso de drogas, sem o risco de contaminação. O ex-juiz cita como outro resultado negativo da guerra às drogas da Casa Branca, o êxodo de populações rurais de áreas de cultivo, que tiveram plantações erradicados ou fumigadas indiscriminadamente. Este êxodo acabaria por acelerar o desmatamento de regiões de floresta amazônica, e no caso dos plantadores de papoula do Afeganistão, a migração de grandes contingentes de desempregados para outras modalidades criminosas.

Em 1992 Gustavo de Greiff assumiu a Procuradoria Geral da Colômbia, e teve como um dos maiores feitos de sua administração a prisão de Pablo Escobar, e o desmantelamento do Cartel de Medellín. Virou herói. De Greiff, no entanto, contrariou os mandamentos anti-drogas da superpotência, e não desfrutou seu prestígio por muito tempo. Em 1994, em uma conferência sobre drogas em Baltimore, EUA, declarou-se a favor da legalização das drogas, dizendo que “a proibição é um desperdício de energia“. No mesmo ano o Procurador deixou o cargo e a Colômbia, e foi ser professor universitário no México.

Segundo a argentina Silvia Inchaurraga, secretária executiva da Rede Latino americana de redução de danos (RELARD), “legalizar as drogas não é legalizar as substâncias, é legalizar uma abordagem mais racional, efetiva, e humana dos problemas associados a elas e ao seu consumo. É uma alternativa à atual legalização de mentiras como a teoria da escalada (usar maconha leva a usar cocaína). A legalização é uma alternativa aos danos da proibição: contaminação de Aids pelo uso de seringa, violência policial, mercado clandestino, adulteração de substâncias e sobredoses.”

O atual Secretário Nacional Anti-drogas, General Paulo Roberto Uchoa diz que o debate da descriminalização ou legalização ainda não chegou à SENAD, “mas vai chegar, e vamos discuti-lo, com isenção, espírito aberto, ouvindo todos os segmentos da sociedade. O Governo e a SENAD vão defender a posição que a sociedade adotar.”

O psiquiatra, professor, doutor, e pesquisador da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, Ronaldo Laranjeira, por outro lado recomenda cautela na discussão da descriminalização do porte ou da legalização, levando em conta princípios de saúde pública. Ele alerta que toda política em relação a qualquer substância danosa à saúde, lícita ou ilícita, deve priorizar a redução do consumo total, e que uma eventual liberação faria aumentar o consumo devido à oferta maior e mais aberta. O pesquisador cita, ainda, o exemplo da Lei seca nos EUA nos anos 1920, que logrou diminuir drasticamente o consumo de bebidas alcoólicas naquele País, mas por outro lado, fez crescer o crime organizado, o contrabando e a lavagem de dinheiro, bem como constatou-se um número elevado de casos de intoxicação por ingestão de bebidas de procedência e qualidade duvidosas. Laranjeira defende que não há qualquer indicação de que a liberação total ou parcial das drogas seja benéfica para a sociedade, mas afirma que caso seja adotada, nunca deve acontecer desacompanhada de uma política de tratamento, desincentivo ao uso e redução de danos.

Em certos países onde a discussão está mais adiantada, já surgem questões como se em caso de liberação, o cultivo, produção e distribuição seriam terceirizados, sob concessão e fiscalização estatal, ou operados diretamente pela iniciativa privada, seguindo moldes já aplicados ao tabaco e ao álcool.

O certo é que a questão é altamente polêmica e sua discussão apenas engatinha. É notório também que o assunto envolve fortes paixões, às vezes por experiências pessoais ou próximas, outras por convicções religiosas ou morais, a exemplo de outros como transgênicos, aborto, células tronco, clonagem, etc. O que não dá para negar, no entanto, é que o modelo atual está desgastado e desacreditado. A sociedade de nossos dias não conseguirá evitar por muito mais tempo encarar estes questionamentos, racionalmente, sem paixões e sem precipitações. Nós policiais, mais do que qualquer cidadão, deveríamos remover os véus que envolvem o tema, e nos perguntar seriamente até quando vai se sustentar este modelo, em que a polícia finge que previne e reprime o tráfico, o judiciário finge que faz justiça, e todos vamos pra casa com a sensação do dever cumprido.

Ficarei realizado se após este artigo me deparar com colegas, que entre uma apreensão e outra, se detenham para se perguntarem se estão fazendo tudo que deveriam a respeito das drogas. Terei atingido meu objetivo se estas considerações suscitarem reflexões e questionamentos que contribuam para o debate. Os policiais federais têm entre suas atribuições, por força de norma constitucional (Art 144 §1º Inciso II), o combate ao tráfico de entorpecentes. Por que então não liderar, ou ao menos ter uma postura pró-ativa que contribua para repensar um tema de importância tão capital para a sociedade, sociedade esta para cuja segurança a Polícia Federal existe.

Francisco Ribeiro Tavares é Agente de Polícia Federal, de Primeira Classe, lotado na Superintendência Regional do DPF no Toncantis.

Fonte: [ Federação Nacional dos Policiais Federais ]

Cientistas definem o genoma da digestão

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 21:05

2/6/2006

Estadão - Pela primeira vez, pesquisadores definiram o genoma coletivo do aparelho digestivo. Cerca de 100 trilhões de micróbios, representando mais de 1.000 espécies, criam um “microbioma” que permite que os seres humanos digiram boa parte daquilo que comemos, incluindo algumas vitaminas, açúcares e fibras.

Em um estudo publicado na edição desta semana da revista Science, cientistas do Instituto de Pesquisa Genômica (TIGR, na sigla em inglês) e colegas descrevem a analisam o microbioma digestivo, que inclui mais de 60.000 genes - o dobro do genoma humano. Alguns desses genes microbiais codificam enzimas de que os seres humanos precisam para digerir alimentos, sugerindo que as bactérias do intestino evoluíram junto com o hospedeiro humano, em mútuo benefício.

“O trato gastrointestinal tem a população de bactérias mais diversa e abundante do corpo humano”, diz o principal autor da pesquisa, Steven Gill. “Dependemos totalmente dessa população de micróbios para o nosso bem-estar. Uma mudança nessa população, geralmente levando à ausência ou presença de algumas bactérias, pode gerar defeitos de metabolismo e o surgimento de doenças”.

Como nos estudos com outros animais, os cientistas começaram coletando fezes. Eles recolheram amostras de dois adultos saudáveis e que estavam há um ano sem tomar antibióticos. Foram criadas bibliotecas de DNA a partir dessas amostras, gerando um total de 65.059 e 74.462 seqüências genéticas, respectivamente, de cada voluntário.

Esses micróbios vivem ocupados. O novo estudo mostra que eles sintetizam vitaminas e quebram as cadeias moleculares de açúcares como a celobiose, que os seres humanos não seriam capazes de digerir sem ajuda. A celobiose, por exemplo, existe na maioria das plantas comestíveis.

O trabalho avança no campo da metagenômica, o estudo de diversos genomas que compartilham um mesmo ambiente.

Fonte: [ TecnoCientista ]

Descoberta pode acelerar crescimento das árvores

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 21:03

Cientistas descobriram os genes que regulam o desenvolvimento das árvores

WASHINGTON - Pesquisadores descobriram os controles genéticos que levam as árvores a parar de crescer e hibernar no outono, assim como o mecanismo que as leva a começar a florescer e produzir sementes - um grande passo para o entendimento da genética básica do crescimento das árvores.

As descobertas foram feitas por cientistas da Universidade Sueca de Ciências Agrônomas, da Universidade Estadual de Oregon (OSU) e duas outras instituições, e publicadas na revista Science. Elas representam um avanço no esforço de explicar os ciclos anuais de crescimento e a reprodução das árvores.

Conhecendo os genes que controlam esses processos, seria possível criar árvores geneticamente modificadas que florescessem e se reproduzissem mais rapidamente. O longo e lento crescimento das árvores, antes que produzam sementes, tem sido um grande obstáculo para os tipos de cultivo comuns com as plantas de safra anual. A modificação genética das árvores pode abrir uma porta para avanços importantes no florestamento intensivo e na melhoria das árvores frutíferas.

Informações desse tipo, dizem os pesquisadores, também podem ajudar os cientistas a prever melhor como alguns tipo de árvores e populações de árvores vão reagir à mudança climática.

“Antes disso, nós nunca soubemos realmente quais genes estavam envolvidos no início do florescimento das árvores ou no cessamento do crescimento no outono”, disse Steven Strauss, professor de genética florestal na OSU. “Pelo menos em teoria, pode ser que agora seja possível acelerar dramaticamente os programas e estratégias de cultivo das árvores”.

Um obstáculo persistente, disse Strauss, é a visão que o público tem da natureza e da segurança da engenharia genética nas árvores, o que levou a um interesse limitado na área por parte da indústria privada a regulamentações pesadas.

A modificação genética poderia ser utilizada apenas para acelerar o cultivo convencional, e removida antes de chegar às plantações comerciais, ele disse. Porém, o nível de regulamentação e preocupação com a engenharia genética podem evitar até mesmo essa aplicação.

“De uma perspectiva evolucionária, é fácil entender por que as árvores de florestas não florescem e produzem sementes e pólen antes”, disse Strauss. “Quando elas são jovens, as árvores que sobrevivem precisam concentrar sua energia no crescimento e para ganhar altura, para poder competir com outras árvores pela luz do sol, e apenas mais tarde na vida elas direcionam energia para a produção de sementes”.

Strauss notou que pelas mesmas razões, qualquer liberação desses genes de florescimento precoce nas populações silvestres não deveria trazer problemas ecológicos, já que as árvores que os carregassem teriam uma desvantagem competitiva em relação às demais árvores de floresta, e portanto não se disseminariam.

Fonte: [ Estadão ]

Prisão para usuário de drogas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 20:57

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou o projeto de lei que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). O texto aprovado reintroduz a pena de prisão para usuário de drogas.

A pena, que vai variar de seis meses a dois anos de cadeia, será aplicada ao usuário que não cumprir as penas alternativas: prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programas ou cursos. A versão original do projeto não incluía a prisão dos usuários como punição. Também é prevista multa para quem não cumprir algumas dessas medidas.

O texto aprovado precisa ser votado no plenário do Senado antes de seguir para sanção do presidente Lula. O projeto divide o governo. Tem o apoio da Secretaria Nacional Antidrogas, mas enfrenta resistência do Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde.

A comissão aprovou ainda a exclusão da proposta da Câmara de pena alternativa para quem semeia, cultiva e colhe plantas destinadas à preparação de drogas. Quem for flagrado, por exemplo, com um pé de maconha plantado num vaso será tratado como traficante e preso.

Congresso em Foco/Agencia Planalto

Fonte: [ Jornal Independente ]

Descoberta de fósseis vegetais ajudam a aprofundar conhecimento do Faial

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 20:51

Regional
Diario dos Açores
02/06/2006 12:06:12

A recente descoberta de novos fósseis vegetais no Faial vai permitir aprofundar o conhecimento sobre a formação da ilha e a estudar as evoluções climáticas, anunciou o responsável do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

Encontrados por mero acaso na zona protegida do morro de Castelo Branco, os fósseis são importantes para a ciência, por serem “testemunhos de vidas passadas”, adiantou Victor Hugo Forjaz à Agência Lusa.

O vulcanólogo explicou que os fósseis encontrados são compostos por “restos de plantas endémicas que foram soterradas por cinzas finas e amareladas”, uma descoberta feita por um agricultor quando lavrava em profundidade a sua pastagem, o que fez vir à superfície a nova jazida. Para o responsável pelo OVGA, que admitiu ter ficado surpreendido com o achado, os fósseis são o resultado de um vulcão secundário da Caldeira do Faial, o principal cone do vulcão da ilha, que afundou há cerca de dez mil anos. Por não terem sido detectadas folhas completas, o OVGA vai solicitar às autoridades a instalação no local um “campus paleontológico” para que sejam realizadas mais investigações e recolha de mais fósseis, sem que, para isso, “haja necessidade de destruir a pastagem”.

Victor Hugo Forjaz, que já identificou fósseis vegetais noutras zonas da ilha, considerou que seria positivo recorrer aos jovens inscritos nos programas de ocupação de tempos livres durante o Verão para colaborar com os cientistas no trabalho de campo. O vulcanólogo da Universidade dos Açores precisou que será iniciado um longo período de estudo ao material já encontrado e que vai contribuir para datar as formações vulcânicas que os originaram e calcular os períodos de cadência vulcanológica. O responsável pelo OVGA anunciou, ainda, que pretende publicar, este mês, a primeira carta geo-turística e geo-ambiental do Faial, um documento que procura explicar o processo de formação da ilha.

“Já entregámos a várias entidades um exemplar provisório da carta para ser analisado”, afirmou Victor Hugo Forjaz.

Fonte: [ Diário de Açores ]

Mandioca orgânica alcança preços melhores na produção de fécula

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 20:48

Agricultores familiares de Glória de Dourados, que cultivam mandioca orgânica, estão conseguindo negociar melhores preços pelo produto, ao contrário do que está sendo pago pela mandioca no sistema convencional, em média, 76 reais a tonelada. Já pela mandioca orgânica, os produtores estão negociando entre 140 e 200 reais a tonelada, o que representa um acréscimo de mais de 100%.

Há cerca de três anos quatro produtores, sendo dois deles assistidos pelo Projeto Comunidades Rurais Solidárias (COMSOL), iniciaram um programa de plantio com a indústria de fécula Cassava S.A., que, além de receber a certificação pelo Instituto Biodinâmico (IBD) para processar a mandioca orgânica, também custeou a certificação das propriedades, preparou e acompanhou a produção. Com uma área total de 15 hectares, os produtores cultivaram, cerca de 400 toneladas de mandioca orgânica (aproximadamente 25 toneladas por hectare).
Um dos produtores, Antonio Xavier da Silva, que há 5 anos converteu sua pequena propriedade para o sistema orgânico, está radiante com a produtividade de 30 toneladas por hectare da mandioca de 1 ano e 8 meses que esta colhendo. Além disso, está alcançando 23 de renda, que é uma ótima avaliação de qualidade feita pela indústria. Seu Xavier deve negociar a tonelada por 170 reais e espera entregar ainda esta semana entre 250 e 300 toneladas do produto.

O produtor, Pedro Luiz de Souza, já colheu 80 toneladas de mandioca orgânica em novembro e já está com o produto processado e liberado para exportar para os Estados Unidos. Seu Pedro, membro da Associação dos Produtores de Produtos Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS), converteu sua propriedade para orgânica há oito anos e diz que só agora está colhendo os frutos pelo esforço de produzir alimentos sem agrotóxicos em respeito ao meio ambiente e ao consumidor.

A unidade da Cassava, em Glória de Dourados, tem capacidade para processar 200 toneladas por dia, e irá processar durante esta semana apenas a mandioca orgânica para produção de fécula. Para isso, a certificadora exige a limpeza de todo o local para que não haja mistura entre o produto convencional e orgânico. A fécula é utilizada na indústria alimentícia (polvilho), farmacêutica e em uma infinidade de outros produtos.

Segundo o Agente de Desenvolvimento Rural (ADR) do COMSOL em Glória de Dourados, Olácio Komori, o objetivo dos produtores é organizar um grupo para negociar melhores preços, já que está havendo interesse de outra indústria processadora pela mandioca orgânica. “Outro grupo que também deve se organizar em breve é o de produtores de amendoim orgânico, que estão articulando novos mercados por meio do comércio justo”, explica Komori.

O COMSOL atua na gestão de pequenas propriedades e atende cerca de 180 produtores de seis municípios do Estado: Terenos, Nioaque, Fátima do Sul, Maracaju, Glória de Dourados e Bataguassu, que recebem um acompanhamento sistêmico dos ADRs, utilizando práticas de educação para o trabalho com o objetivo principal de aumentarem a renda em 30% em um prazo de três anos. O projeto é coordenado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MS) e executado pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (FUNAR), e conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS) e outros parceiros importantes em cada município.

Gislaine Balbinot – Jornalista e Agente de Informação do COMSOL

Fonte: [ Senar MS ]

Museu Goeldi terá semana do meio ambiente

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Junho de 2006 @ 20:45

Começa domingo [03/06/2006] no Museu Paraense Emílio Goeldi a Semana do Meio Ambiente, com a Expofeira ‘Arte Goeldi’, que reunirá trabalhos em madeira, cerâmica, grafismo em cuia e sementes, além de produtos reciclados do Parque. Haverá ainda apresentação musical dos alunos da Escola de Música da UFPA e da ‘Quadrilha da bicharada’, com Xereta e Kisuki. O evento começa às 10 horas e tem o apoio da Associação Amigos do Museu Goeldi.

Na terça-feira, 6, o Macaco Ximbica e sua turma vão animar o Parque com o ‘Programa Natureza’, que este mês falará sobre os mamíferos. A idéia é ensinar para a criançada, de forma lúdica, as principais características desses animais, ressaltando sua importância na natureza.

Outro destaque da Semana é o terceiro módulo do curso ‘A importância do Parque Zoobotânico nos diversos níveis de ensino: Experiências em Educação Ambiental’. O curso visa sensibilizar os profissionais que trazem grupos de visitantes ao Parque, como professores, guias de turismo e agentes comunitários para a importância da preservação do espaço.

Este terceiro módulo acontecerá nas duas bases físicas do Goeldi: o campus de pesquisa, localizado na avenida Perimetral, e o próprio Parque Zoobotânico. No campus, os participantes vão conhecer o Herbário do Museu Goeldi, onde estão armazenadas amostras secas de plantas das mais variadas espécies amazônicas. Em seguida, será feita uma visita ao Laboratório de Óleos Essenciais, na Coordenação de Botânica (CBO).

No Parque Zoobotânico acontecerão as palestras e oficinas, além de depoimentos de experiências em educação ambiental de representantes de diversas instituições da cidade. O curso foi elaborado pela educadora Helena Quadros, do Serviço de Educação e Extensão Cultural do Museu Goeldi.

Fonte: [ O Liberal ]

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