Petrobrás pede registro de patente do H-Bio

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 25 de Maio de 2006 @ 17:03

12:43 22/05 | RIO - A Petrobras já pediu o registro de patente, no Brasil e no exterior, da tecnologia desenvolvida no seu Centro de Pesquisas (Cenpes) para produção, em refinarias de grande porte, do H-Bio

O novo combustível é um óleo diesel produzido à partir da mistura de óleo vegetal com o diesel mineral derivado do petróleo, que além de menos poluente é mais barato, ajudará a reduzir importações e pode ser usado em termoelétricas.

A estatal também informou que em dois meses começa a testar a geração de energia elétrica na térmica Barbosa Lima Sobrina (ex-Eletrobolt), no Rio, usando álcool anidro como combustível.

No processo cuja patente foi requerida pela Petrobras, o óleo vegetal é misturado às correntes de diesel do petróleo.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, apelidou o produto de ” diesel verde ” , já que é menos poluente, e não gera resíduos ou enxofre.

Nos testes concluídos há duas semanas, a Petrobras utilizou óleo de soja, misturada em proporção de até 18% para cada litro de diesel.

Costa informou que pode ser utilizado óleo vegetal obtido de outros grãos, como mamona, palma e girassol.

O desenvolvimento da tecnologia levou 18 meses, e o H-Bio poderá ser produzido em três refinarias da Petrobras: Regap (MG), Repar (PR) e Refap (RS).

Ela foram escolhidas pela proximidade de regiões produtoras de grãos.

O plano inicial é produzir a mistura com 10% em Minas e Paraná em 2007.

Na primeira etapa, a Petrobras prevê produzir o H-Bio em duas refinarias com 10% de mistura, o que exigirá 256 milhões de litros de óleo vegetal, equivalentes a 9,4% das exportações de óleo de soja em 2005, de 2,7 bilhões de litros.

Depois a produção aumentará para cinco refinarias, com mistura de 5% - 425 milhões litros de óleo de soja, equivalentes a 15,5% das exportações brasileiras do setor.

(Valor Econômico)

fonte: [ Último Segundo ]

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DNA permite separação entre maconha e cânhamo

Enviado em Notícias, Cannabis de Anderson Porto | 25 de Maio de 2006 @ 17:00

Da redação
23/05/2006

Maconha e cânhamo podem ser separados geneticamente

010160060523 canhamo - cânhamo

Há alguns anos, o deputado Fernando Gabeira quase foi preso ao chegar ao país com vários quilos de sementes de cânhamo. Ele tentava divulgar o cultivo da planta, que possui uma infinidade de usos, da fabricação de papel, tintas, detergentes, óleo, passando por medicamentos, até a geração de um biocombustível.

O problema é que o cânhamo é um irmão gêmeo da maconha, sendo virtualmente impossível separar um do outro. O cânhamo tem o nome científico de Cannabis ruderalis; já a maconha é chamada Cannabis sativa. O que difere as duas plantas são os níveis do composto psicótico(*) tetrahidrocanabinol (THC), fortemente presente na maconha e virtualmente inexistente no cânhamo.

Anos antes, o estado norte-americano de Minnesota tentara fazer o mesmo trajeto do nosso bem-intencionado deputado. Mas se deparou com o mesmo problema. Desde então, cientistas da Universidade deste estado têm trabalhado na tentativa de separar o joio do trigo, ou melhor, separar o bom moço cânhamo da sua mal-falada irmã-gêmea maconha.

Agora, parece que, finalmente, eles tiveram êxito. A equipe do Dr. George Weiblen utilizou uma técnica para identificação do DNA, chamada AFLP (”Amplified Fragment Length Polymorphism”), que separa as duas plantas sem margens de dúvidas.

Já era possível identificar o THC quimicamente, mas a droga não aparece em todos os tecidos da planta e nem durante todo o seu ciclo de vida. Outro método genético já conhecido, o STR (”Short Tandem Repeats”), atualmente utilizado para a verificação de paternidade em humanos, não é eficaz na separação das duas variedades de Cannabis, mostrando resultados tanto falso-negativos, quanto falso-positivos.

“Nós acreditamos que esta técnica tem o potencial para distinguir também variedades da maconha,” disse Weiblen. “Isso tem implicações não apenas para separar o cânhamo da maconha em países onde o cultivo do cânhamo é permitido, mas também na identificação da origem de drogas apreendidas […].”

Cientes de que mesmo a sua técnica poderá ainda não será o suficiente para a adoção generalizado do cultivo do promissor cânhamo, os cientistas agora querem mapear todo o genoma da planta. Sua intenção é criar cultivares de cânhamo que mantenham suas incríveis propriedades, mas que não se pareça visualmente com a maconha.

…. Bibliografia:
…. Genetic variation in hemp and marijuana (Cannabis sativa L.) according to amplified fragment length polymorphisms
…. Shannon L. Datwyler, George D. Weiblen
…. Journal of Forensic Science
…. March 2006
…. Vol.: Volume 51, No. 2 - 371-375.

fonte: [ Inovação Tecnológica ]

[Nota do Editor] Psicótico não. O termo correto é psicoativo.