SPHAGNUM – UM PEQUENO MUSGO DE GRANDE IMPORTÂNCIA
Mata Atlântica – Agonia desde o descobrimento
As briófitas, conhecidas popularmente como musgos, são pequenas plantas primitivas, desprovidas de tecidos vasculares, que, normalmente, habitam ambientes terrestres úmidos e sombreados, onde absorvem água e minerais pelo corpo vegetativo e conseguem resistir a longos períodos de seca. Nos últimos anos, um gênero de briófito tem sido muito estudado por pesquisadores do mundo todo, o gênero sphagnum, cuja importância tem relevância ecológica e econômica.
As espécies de sphagnum ou musgos de turfeiras, como são conhecidos, devido a sua alta capacidade de absorção, tem sido muito utilizados em campos drenados para a produção agrícola, em plantações de horticulturas e na conservação do solo, mostrando-se economicamente viáveis para a agricultura.
Segundo pesquisas, essas plantas conseguem absorver acima de 20 vezes o seu peso, e por essa razão eram utilizadas na Europa em guerras, como curativos para ferimentos, sendo muito mais eficientes que o algodão.
Além disso, em alguns países, o sphagnum foi amplamente usado como combustível industrial, bem como para o aquecimento doméstico. Atualmente, são empregados pelos jardineiros para aumentar a capacidade retentora de água no solo e no transporte de plantas vivas. Como condicionadores do solo esses musgos se superam, sendo ótimos agentes contra infiltrações e erosão.
Contudo, pesquisas recentes atribuíram a esses briófitos uma função muito mais importante no meio ambiente, a de biomonitores do ar. De acordo com esses estudos, descobriu-se que as turfeiras de sphagnum apresentam um alta capacidade de acumulação de metais pesados e contêm um enorme reservatório de carbono orgânico. Isso indica que esses briófitos revelaram-se grandes indicadores dos níveis de poluição do planeta.
Atualmente, o problema da liberação de dióxido de carbono na atmosfera tem tirado o sono de muitos pesquisadores e essa descoberta pode remontar à questão do controle da poluição ambiental.
Novas pesquisas estão sendo realizadas em todo mundo acerca dessas pequenas plantas e existe uma expectativa muito grande em relação às possíveis descobertas e esperamos que as respostas venham rápido.
Independente das novas descobertas, o que sabemos hoje é que através de um pequeno musgo de grande importância mais uma vez a natureza nos revela métodos para curar suas feridas e nos faz refletir sobre a sua grandeza.
Ingrid Oliveira Pereira
Estudante de Ciências Biológicas
Centro Universitário Geraldo Di Biase
fonte: [ A Voz da Cidade ]
Brasil assina Carta Amazônica para preservação do meio ambiente
Agência EFE
21:15 23/05
Os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) aprovaram hoje, em Lima, a Carta Amazônica para preservar o meio ambiente dessa importante região sul-americana, informaram fontes da Chancelaria peruana.
Os vice-ministros e altos funcionários das chancelarias da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, do Equador, da Guiana, do Peru, do Suriname e da Venezuela assinaram o documento durante a III Reunião Extraordinária do Conselho de Cooperação Amazônica (CCA) da OTCA.
O chanceler peruano, Oscar Maúrtua, destacou que a Carta Amazônica “oferecerá uma clara mensagem à comunidade internacional” sobre “a proteção, conservação e promoção do meio ambiente e seu desenvolvimento sustentável, assim como de nossa identidade comum”.
Acrescentou, durante a reunião, que tudo isso será feito “garantindo a plena soberania de nossos países em relação aos recursos da Amazônia e sua biodiversidade”.
As oito nações sul-americanas assinaram, em 1978, o Tratado de Cooperação Amazônica para proteger a maior floresta tropical do mundo, e em 1995 deram continuidade ao acordo, ao criarem a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.
As gestões para a Carta Amazônica estão sendo realizadas após a IX Reunião de chanceleres da OTCA, realizada na cidade peruana de Iquitos em novembro passado.
A Amazônia se estende por Brasil, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, e é o habitat de 80% das plantas medicinais pesquisadas pelos cientistas.
Também possui as maiores reservas de água doce do planeta e abriga o rio mais extenso do mundo, o Amazonas, com volume de aproximadamente 175 mil metros cúbicos de água por segundo.
fonte: [ Último Segundo ]
Catálogo da flora brasileira combate biopirataria
Governo lançou lista com nomes científicos de plantas como cupuaçu, pequi ou babosa
23/05/2006 - 21:50 - BRASÍLIA – Para comemorar o Dia Mundial da Biodiversidade, nesta segunda-feira (22), o governo brasileiro lançou uma lista com cerca de 3 mil nomes científicos de espécies da flora brasileira, como cupuaçu, carambola, pequi, babosa e catuaba, entre outros. O objetivo da lista, inédita em todo mundo, é evitar o registro de nomes comuns no país por empresas estrangeiras .
O catálogo, que tem o nome técnico de Lista Não-Exaustiva de Nomes Associados à Biodiversidade de Uso Costumeiro no Brasil, foi desenvolvido pelo Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) junto com outros oito ministérios, como o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Relações Exteriores (MRE) e Meio Ambiente (MMA), entre outros.
- Estamos sendo preventivos. Ainda que tenhamos já alguns casos de registros como a unha de gato, o cupuaçu e outras espécies da nossa biodiversidade, ainda é uma quantidade pequena, mas cria um desconforto do ponto de vista moral para o país que de repente vê uma espécie tão famosa registrada por outro país - afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
O caso mais famoso de uma apropriação indevida de uma espécie brasileira foi o cupuaçu. Em 2003, uma empresa japonesa conquistou os direitos de comercialização da marca cupuaçu no Japão, Estados Unidos e Europa, de maneira que os produtos brasileiros de cupuaçu acabaram sendo barrados nesses locais, pois foram considerados piratas. Depois de entrar na justiça e pagar, segundo o MMA, o equivalente a US$ 7 mil, o Brasil conseguiu anular o registro.
A lista com as espécies brasileiras é passível de atualizações constantes. O documento será amplamente divulgado e encaminhado aos escritórios estrangeiros de registro de marcas e às organizações internacionais que cuidam do assunto, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), por meio diplomático.
- É idéia do Itamaraty que, por intermédio de todas as nossas embaixadas, nós apresentemos essa lista também ao comitê de marcas da Organização Mundial da Propriedade Intelectual e eventualmente ao Conselho de Trips [Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio] da Organização Mundial do Comércio (OMC) - explicou o diretor do Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos do MRE, Antonino Marques Porto e Santos.
A lista, que contempla 3 mil espécies científicas, traz também os nomes populares das plantas, o que a torna um documento com mais de 6.700 nomes científicos e comuns.
- Espero que com essa união de esforços a gente consiga de fato chegar a todos aqueles que podem fazer uso disso, se utilizarem dessa listagem e evitarmos novos problemas como o do cupuaçu - afirmou o Secretário de Biodiversidade do MMA, João Paulo Capobianco.
A ministra Marina Silva afirmou que a lista não proibirá que outros países de nomearem produtos com nomes brasileiros.
- Suponhamos que alguém faça um perfume extraordinário e ponha o nome de Boto Cor de Rosa. Não tem nenhum problema.
Marina disse ainda que será feita uma articulação com os países que partilham os mesmos recursos biológicos, como os países amazônicos.
- A lista terá efeito na medida em que todos nós passemos a adotá-la.
fonte: [ EPTV }
Projeto planta 30 mil árvores de frutas
Oportunidade de negócias em vista
Estanislau Costa,
no Lubango / Angola
Mais de trinta e duas mil árvores de frutas, entre elas, laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e mangueiras foram plantadas, de Janeiro do ano passado a Abril do corrente, nas zonas produtivas da Humpata, Lubango, Quipungo e outros pontos da província da Huíla.
A ação levada a cabo pelo projecto a “Nossa Terra” da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas, colocou neste momento à disposição mais de dez mil árvores de frutas com ênfase para mangueiras.
O programa concebido com o propósito de repovoar e renovar as plantas dos pomares da região sul (Huíla, Namibe e Cunene) com vista a fomentar e duplicar a produção de frutas, está orça em cento e sessenta mil dólares.
O diretor do projecto a “Nossa Terra”, Evaristo Macedo garantiu que as plantas adquiridas da África Sul possuem qualidade e adaptam-se facilmente ao solo e clima destas paragens, daí a razão da concorrência por parte dos produtores.
“Com o fornecimento de novas plantas e de diversos espécies”, ressaltou, “vários pomares abandonados e outros com baixa produção, por causa da antiguidade das árvores, estão a ser recuperados nos últimos três anos”.
Evaristo Macedo afirmou que o processo de repovoamento e renovação das plantas de frutas vai continuar, estando previsto a importação de goiabeiras, macieiras, entre outras. “Preconizamos implementar este projeto em finais e princípios de 2007”.
O director do projeto a “Nossa Terra” argumentou que as ações em curso, visam reativar a produção de fruta de alta qualidade e diversificada, principalmente no município da Humpata e devolver à província da Huíla o título de maior fruticultor do país.
Debruçando-se sobre a maçã, outrora produzida em grandes quantidades nesta província, Evaristo Macedo sublinha que está em forja um programa vocacionado exclusivamente a reativação da cultura da maçã nas áreas do Bimbi (Humpata).
fonte: [ Jornal de ANGOLA online ]






